Afinal não se acautelou

Embora não sendo da área das contas nesta semana vou aventurar-me nos domínios sócio económicos gerais de modo a poder construir uma reflexão idónea, mas sincera e que de alguma maneira espelhe a minha opinião ao leitor sobre tudo o que tem vindo acontecer nos últimos tempos no nosso território.

O governo de Portugal teve uma grande vitória com o final (diria Idóneo) do programa de ajustamento com os nossos credores. Como nunca gostei de pensar pela cabeça dos outros, nem de aceitar verdades unilaterais, sempre regi a minha busca de conhecimento por mais do que uma fonte das que considero mais credíveis. Assim, fui sendo um leitor atento da imprensa internacional, e fui percebendo várias coisas, construindo assim a minha verdade.

Desde logo parece-me que o nosso governo, com todas as discordâncias que já lhes apontei oportunamente, fez um trabalho notável. No entanto, e recuando um pouco atrás desde o pedido de resgate, percebemos que apesar de tudo a Europa, nomeadamente as instituições bancárias das grandes potências europeias, deu um certo “jeito” ter ocorrido esta crise dos chamados “países do sul”. E esta, hein? Aliás numa altura em que a França começa a ultrapassar alguns problemas financeiros, instituições privadas alemãs e francesas já começam a tentar encontrar o próximo elo mais fraco.

Esta Europa de conveniência aos mais fortes, só existe porque no caso Português não conseguimos tomar conta de nós próprios… Se não veja-se no que diz respeito à ultima final da Taça da Liga em Futebol. A decisão de utilizar o estádio de Leiria foi acertada como forma de rentabilizar um dos nossos “monos” que caracterizam a nossa mania das grandezas, mas será que a escolha da data foi a mais acertada? Atente o leitor que escolheram a data do único fim de semana em que há grande afluência àquele estádio, fruto de uma feira e das festas da cidade… Com isso incrementou a necessidade de forças policiais, os custos da organização e de tudo em geral. Pergunto se não havia outra data disponível? Se havia necessidade de tanto despesismo?

Bem começo a achar que devíamos ter uma Troika permanentemente no nosso território a mandar em nós, porque de facto esta contenda de servir poucos para o mal de muitos não será a melhor estratégia.

Nesta campanha eleitoral europeia, deixem-se de lamechices internas, deixem-se de retóricas infindáveis, deixem-se de gladeios na praça publica, e procurem, isso sim, uma união nacional, patriótica que permita a Portugal ter uma voz activa no contexto Europeu e que lhe permita manter a sua soberania e independência da decisão. Isso só é possível num contexto, porque o provérbio é Velho e diz“Dividir para reinar”.

Por isso mesmo, e tendo em conta os últimos textos aqui publicados, eu, mesmo que Portugal não tenha sido acautelado, vou-me acautelando.

Bem hajam!

Ricardo Filipe Oliveira
Médico
Mestre Eng. Biomédica (FEUP)
Lic. Neurofisiologia (UP)

Não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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