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“As Eleições Autárquicas na Maia”

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Em Outubro próximo, daqui a pouco mais de três meses, os portugueses vão ser convocados para votar nas Eleições Autárquicas de 2017.
O cenário político é imprevisível e tudo depende da forma como os eleitores encararem estas eleições com características muito próprias. São eleições locais, onde mais do que votar em partidos se vota e elege pessoas que garantem uma linha de continuidade ou de mudança. De facto, em eleições locais de pouco ou nada servem as ideologias de esquerda, do centro ou de direita. O que verdadeiramente conta é a confiança que os autarcas que vamos eleger nos desperta, as provas dadas no exercício dos cargos ou profissões, o seu grau de experiência na boa gestão da coisa pública, os seus antecedentes como pessoa ao serviço do bem comum, a sua seriedade e competência política e, sobretudo, a sua capacidade de servir.
Porque ser Autarca é , essencialmente, estar ao serviço dos seus munícipes e eleitores proporcionando-lhes bem estar e qualidade de vida.
As eleições Autárquicas, do próximo dia 1 de Outubro, apresentam na Maia uma excentricidade vista pela primeira vez nestes quarenta e três anos da nossa já adulta democracia: o Partido Socialista, desde sempre o maior partido da oposição, vai a votos de uma forma encapotada, apoiando um candidato que se diz Independente, em coligação com um partido de uma cidade da Madeira, designado J.P.P. – Juntos Pelo Povo, que não tem na Maia , ou se calhar no continente um único militante, mas que serve para esconder, sob a sua capa, uma lista de conhecidos personagens que não estavam dispostos a dar a cara em listas do Partido Socialista.
De facto é um casamento estranho, ainda por cima apadrinhado por responsáveis do Partido Socialista como Manuel Pizarro, indefectivel apoiante de candidaturas independentes e da Secretária Nacional Ana Catarina Mendes, que , um pouco por toda a parte, foi deixando o PS em cacos, por manifesta inexperiência e incompetência.
Como os sondagens recentemente evidenciaram, existe todo um contexto favorável a uma expressiva vitória do Partido Socialista no plano nacional, com o PS próximo dos 45% das intenções de voto e o PSD a ficar-se nos 25%, o que colocaria os socialistas em maioria absoluta se …fossem Eleições Legislativas. Mas não são e por isso o contexto, a maturidade política dos portugueses e , sobretudo a qualidade dos candidatos ás Câmaras e Juntas de Freguesia, levarão os portugueses a fazer a escolha certa.
Somos um povo simples, por vezes ingénuo, mas temos dado provas ao mundo de que não temos nada de parvos. Mas este contexto favorável e a mudança de ciclo no PSD, por força da limitação de mandatos, torna incompreensível a ” desistência ” do PS em ir a votos com os seus candidatos e listas próprias. Para a esmagadora maioria dos militantes socialistas é uma demissão inaceitável e para o eleitorado maiato uma situação incompreensível, um embuste que precisa de ser bem explicado.
Na realidade, Francisco Vieira de Carvalho ora diz nos jornais QUE NÃO É CANDIDATO DO PS, como logo a seguir está presente na Convenção Nacional do PS, de apresentação dos seus candidatos ás Câmaras. E se na sua página do facebook o PS é uma palavra omissa, com apoio dos seus seguidores que lhe dizem para ” se afastar do PS “, a verdade é que nos seus outdoors,, espalhados em grande profusão por todo o concelho lá aparece o símbolo do PS, o maior partido nacional, ao lado do JPP, o mais insignificante partido…da ilha da Madeira.
Os eleitores maiatos esperam que haja uma explicação para esta ” salada á moda da Maia ” e , já agora , o que quer o candidato e a coligação ” UM NOVO COMEÇO “, dizer. Começar de novo O QUÊ ?

Colocar de novo a Maia como um dos Municípios mais endividados do País, com uma dívida que ultrapassava os 200 milhões de euros e obrigou o seu sucessor, Engº Bragança Fernandes a doze anos de saneamento financeiro ? Voltarmos ao tempo das obras megalómanas de que são um belo exemplo as Piscinas Olímpicas onde sete milhões e meio de euros foram transformados em resíduos ? UM NOVO COMEÇO DE QUÊ ? Do regresso dos empreiteiros ” escolhidos a dedo ” que encheram o baú, transformando campos de batatas e bouças, em urbanizações e construções de má qualidade,sem qualquer planeamento urbanístico ? Do regresso á subsidiodependência das coletividades desportivas onde eram gastos por ano mais de cinco milhões de euros, sem qualquer retorno, como é o caso da extinta União Ciclista da Maia ? Do regresso á total ausência de políticas sociais, da sua concentração na Misericórdia , deixando todas as IPSS entregues á sua pobreza ? De dez anos sem PDM e que foi um autêntico ” fartar vilanagem ? ”

A MAIA não quer que o tempo volte para trás, não há nada, absolutamente nada que precise de começar de novo .O que o nosso querido concelho precisa é de EVOLUIR NA CONTINUIDADE, porque estamos num patamar muito superior em qualidade de vida, em política de ambiente, em acessibilidades e rede viária, em apoio á infância e á terceira idade, em empregabilidade e qualidade da administração pública. Em TUDO !

Percebe-se no conteúdo do enigmático slogan da coligação UM NOVO COMEÇO , com o inconcebível apoio do Partido Socialista, uma tentativa de Francisco Vieira de Carvalho , em pretender fazer uma clonagem , abusiva, desrespeitosa e herética do falecido e inesquecível autarca, seu pai. Como disse há tempos o Prof. Sobrinho Simões, um dos maiores patologistas mundiais, o ADN ou os genes, não se transmitem nas lideranças nem nas competências.
A candidatura de Francisco Vieira de Carvalho, um simples promotor imobiliário, nos termos em que foi e está a ser feita, não é digna de invocar o ” santo nome de seu pai, em vão ” Na verdade, os continuadores da obra de Vieira de Carvalho, naquilo que teve de positivo, são precisamente aqueles com quem traçou o rumo desta terra que tanto amamos: o Engº Bragança Fernandes, o seu predileto Engº Silva Tiago, e uma equipa de Autarcas que nas Juntas de Freguesia soube corporizar, em tempos de ” vacas magras ” o ideal de colocar a Maia e as pessoas EM PRIMEIRO LUGAR.

A mais de três meses das eleições, o Concelho já está inundado de cartazes e outdoors com a simpática foto do candidato independente e os emblemas em baixo, dos partidos socialista e madeirense que o apoiam. Até um carro de som já percorre o município numa ação precipitada e ridícula, além de ilegal. Mas o povo sabe que não se pode exigir a um tocador de cavaquinho, que toque violino, apesar dos instrumentos serem parecidos.
A grande curiosidade consistirá em assistir á coerência dos socialistas da Maia, nomeadamente do seu perdedor carismático Jorge Catarino, derrotado em cinco eleições e , agora também apostado , NUM NOVO COMEÇO. Também ele quer começar de novo, O QUÊ ? Mas não deixará de ser um momento histórico vermos figuras locais como Dª Albina , a inefável Isabelinha, ou a virgem ofendida Carlos Teixeira ,de punho no ar, a gritarem : PS,PS,PS. Vamos a eles !…. No próximo jornal faremos a nossa ANÁLISE ao PSD/ CDS e aos outros partidos concorrentes. Até lá façam o favor de ser muito felizes . Um abraço do

António Teixeira
RESISTÊNCIA PS da Maia

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