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Avaliação obrigatória da sanidade mental e intelectual antes de votar

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PPE ganha, PS está á frente, Portugal está fraco. Do ponto de vista Europeu, nada a assinalar. Como seria expectável, o projecto de Jean-Claude Juncker apresenta-se, de forma destacada, como potencial vencedor das próximas eleições europeias. A Europa mostra assim que continua receptiva às politicas pró-europeias que alem de procurarem o crescimento através da consolidação da situação de cada pais, mantém uma cada vez mais forte visão europeia.

Já cá por casa, a situação é diferente. Temos um povo fraco de memória e talvez (também) isso justifique o nosso atraso crónico em relação aos nossos parceiros europeus. Aqui, os socialistas apresentam-se em vantagem nas sondagens. Não fosse estarmos em democracia e deveria ser pedida uma avaliação da sanidade mental e intelectual de cada um antes do acto eleitoral.

Os socialistas, depois de afirmarem categoricamente que “as dívidas não são para se pagar, são para se gerir” apresentaram um programa de governo no mesmo dia em que a Trioka que eles trouxeram finalmente deixou o Pais. Fizeram a festa, deixaram que a empregada de limpeza (Pedro Passos Coelho) fizesse a limpeza e arrumasse a casa para agora voltarem a reservar o seu salão de festas.

Fazem 80 promessas, mas não quantificam uma, não apresentam as contas, não dizem como vão pagar as promessas que fazem. E isto, que poderia ser surpreendente e seria até escandaloso, para quem conhece o que fez o PS nos últimos 15 anos não tem surpresa nenhuma. As promessas de António José Seguro são apenas promessas que são dívidas, dívidas que ele vai gerir e que há de ser o povo português, com sacrifícios e com esforços, a pagar mais uma vez.

Será assim que os Socialistas querem defender os interesses de Portugal e da Europa? Tenho pena que não se dê mais destaque à Europa nestas eleições Europeias, pois se assim fosse teríamos claramente marcada a incompetência de Francisco Assis, que dos eurodeputados que lideram as listas dos partidos portugueses às eleições, foi o que menos relatórios apresentou e o que mais faltou.

A política europeia deste partido Socialista cá da terra é uma política de fazer a festa enquanto há dinheiro e depois deixar o andor para quem o quiser carregar. Ainda bem que, no resto da Europa, até os Socialistas Europeus se desligam de Francisco Assis e o deixam sozinho a fazer de conta que alguém quer saber do que ele acha.

Apesar de aparentemente próximos, Rangel e Assis, tem na mutualização da dívida uma parede de betão que separa os seus caminhos. Esquece-se Assis que a Europa não se verga à vontade de Portugal, à vontade de um país que no tempo de José Socrates fez a festa, atirou os foguetes e deixou o PSD apanhar as canas. Fosse a dívida portuguesa, e dos antigamente chamados PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) produto infeliz de uma boa governação, e a situação poderia ser bem diferente. A verdade é, que a responsabilidade e a credibilidade são factores determinantes perante os nossos parceiros Europeus, e com os Socialistas, ficaram reduzidas a zero.

Reduzidas (quase) a zero são também as intenções de voto no Bloco de Esquerda e na camarada Marisa Matias. Sem surpresas aliás, porque alem de estas serem umas eleições Europeias, o Bloco está condenado, mais dia, menos dia a afundar que nem um …. bloco. Por fim, entre comunistas e populistas, do mal, o menos, e mais vale o Eurodeputado Marinho Pinto do que termos alguém no parlamento europeu que desconhece os gulags e acha que a China, Cuba ou a Coreia do Norte são bons sítios para se viver e aplaude o “arrombamento muito democrático” das fronteiras da Ucrânia.

Uma última palavra para Manuel Alegre, que confrontado com as palavras de Paulo Rangel, que falava do “vírus” da despesa Socialista, o apelidou de Nazi. Parece que foi um assunto que escalou bem depressa. É obviamente de bom tom fazer uma comparação com uma altura em que morreram milhões de Europeus. Afinal, o tema é a Europa, certo? Mário Soares é que parece ter recuperado algum discernimento e recusou o convite de António José Seguro para participar na descida do Chiado, na baixa lisboeta. Será que as comadres estão zangadas?

Meus amigos, votem na Aliança Portugal, nem que seja, como diz Marcelo Rebelo de Sousa pela “razão fundamental” de eleger Jean-Claude Juncker, o candidato a presidente da Comissão Europeia, apoiado pelos partidos da coligação. Precisamos na Europa de alguém com experiência de Governo, alguém que saiba a situação dos países pequenos, e alguém amigo dos portugueses. Essa é a razão fundamental votar em Juncker, na Aliança Portugal, e estamos aqui a fazer uma escolha fundamental para a Europa.

João Carlos Loureiro

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