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BE realizou ação de campanha dedicada ao Rio Leça

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No âmbito da campanha Autárquicas 2017, as candidaturas concelhias de Valongo, Matosinhos e Maia do Bloco de Esquerda realizaram conjuntamente, ao longo da manhã do passado dia 2/9/2017, sábado, uma acção centrada no Rio Leça, com concentração em três pontos do curso do rio: o Parque da Soccer/Resineira, na Travagem, Ermesinde (Valongo); os Moinhos de Alvura/Ruínas da Maitex, em Milheirós (Maia); e a zona da Ponte da Pedra, Leça do Balio (Matosinhos).

É esta contradição gritante, entre as potencialidades de um espaço de fruição natural ao longo do rio, que se pretende tornar conhecidas, e o estado de avançada poluição das águas e do leito e de abandono das margens, que pouco mais são que um matagal semeado de lixeiras pontuais, que se pretende denunciar, que motiva esta ação conjunta de ativistas do BE dos vários concelhos do curso terminal do Rio Leça.

Foram distribuídos panfletos e colocadas faixas com palavras de ordem, denunciando a situação do rio, que pode ser observada em todo o lado durante a visita, e a ação terminou com um pequeno comício, com intervenções dos candidatos à Câmara Municipal dos 3 concelhos e da deputada do BE, Maria Manuel Rola.

Segundo o comunicado emitido pelo Bloco de Esquerda o Rio Leça ” é hoje um cano de esgoto”, considerando o partido que “as iniciativas desgarradas e sem continuidade que foram existindo ao longo dos últimos anos não resolveram o problema de base: não existem defesas permanentes da bacia hidrográfica contra os efeitos de um crescimento urbano desmesurado e caótico, nem planos de ação continuados e articulados intermunicipalmente que permitam salvar o rio e devolvêlo à comunidade”.

Para o Bloco de Esquerda, continua o comunicado, é essencial que os concelhos abrangidos pela bacia do Leça (e muito em particular a Maia, Matosinhos e Valongo), em articulação com o poder central (e visando também a utilização de fundos europeus para uma intervenção de fundo, e não apenas de cosmética pontual eleiçoeira), cheguem, num prazo curto, de um a dois anos, à elaboração de uma primeira versão de um plano de ação conjunto, que estabeleça como meta conseguir-se a recuperação do Leça, continuada e sustentável, num prazo de 6 a 8 anos!

 

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