Candidato a órgão do PSD esqueceu-se de pagar as quotas - Notícias Maia

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Candidato a órgão do PSD esqueceu-se de pagar as quotas

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Instalou-se a confusão nos laranjas de Águas Santas e Pedrouços, quando Vítor Alves, candidato à presidência do Núcleo Residencial do PSD local, se esqueceu de pagar as quotas do partido dentro do prazo limite, não podendo assim ser candidato.

Vítor Alves apresentou a candidatura da sua lista, oficialmente, no passado dia 7 de abril, na sede do Núcleo do PSD de Águas Santas/Pedrouços, mas percebeu dias depois que afinal não poderia ser candidato. Ao abrigo dos estatutos do Partido Social Democrata, o candidato deveria ter efetuado o pagamento das quotas de militante até ao dia 4 de abril, 10 dias antes do ato eleitoral.

Ao aperceber-se da incongruência estatutária, a Lista A, até então liderada por Vitor Alves, emitiu um comunicado assinado por Cândido Graça, em que assume o lapso e acrescenta que “logo que esta impossibilidade foi confirmada, foi proposto à lista adversária o adiamento das eleições de forma que o Vítor Alves, o candidato já apresentado, cumprisse os requisitos estatutários necessários à sua eleição”. Sublinha o mesmo comunicado que a “lista adversária não concordou com a proposta de adiamento” sentenciando que este facto “vem reafirmar a diferença de valores que nos separam”.

Cândido Graça, número dois da lista, assumiu a liderança da candidatura.

Lista liderada por Ivo Ribeiro afirma que Vitor Alves apresentou-se como candidato já sabendo que não o poderia ser

A Lista “Confiança no Futuro” liderada por Ivo Ribeiro respondeu, esclarecendo que o processo eleitoral “iniciou-se no dia 14 de março de 2018, nos termos previstos nos Estatutos do Partido Social Democrata”, afirmando que na data em que a candidatura da lista “Juntos na Continuidade” liderada por Vítor Alves, se apresentou, “já era conhecido” que o seu líder “não reunia pessoalmente as condições legais e estatutárias para ser candidato ao órgão para o qual se apresentou como candidato”.

“O pedido de adiamento das eleições que formulou à nossa candidatura, não encontra qualquer suporte legal nos Estatutos do Partido, bem como no Regulamento Eleitoral”, afirma o comunicado. Acrescentando que “face a essa realidade, não poderia nunca esta candidatura aceitar esta proposta, quanto mais não fosse, porque a mesma consubstanciaria a prática de uma ilegalidade”.

As eleições para este órgão do PSD, decorrerão no próximo sábado, dia 14 de abril, entre as 14 e as 20 horas.

[atualização]
Em elemento da lista “Juntos na Continuidade”, agora liderada por Cândido Graça, em declarações ao Notícias Maia, revelou que a candidatura a que pertence, não deseja responder à nota de “informação/esclarecimento” emitida pela lista adversária.

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