De que género é a polémica?

Na semana passada assistimos a mais uma polémica cor de rosa às bolinhas azuis, desta feita na área editorial que tanto me apraz.

Ora o assunto é nem mais nem menos que os livros de actividades da Porto Editora tão duramente criticados. Confesso que numa primeira análise e lendo o exposto na comunicação social, fiquei sinceramente indisposta com o assunto, mas, como tenho a convicção que à frente dessas lides editoriais estão profissionais de valor, desconfiei e pesquisei.

Ora as ditas obras estão pautadas com exercícios, umas vezes mais fáceis para o género feminino, outras porem mais complicadas para o género masculino, afinal em que ficamos? Concordo que a capa é de mau gosto e que o cor de rosa bebé está fora de moda (talvez um cor de rosa velho resultasse melhor), e que o azul a sê-lo que fosse em azul petróleo que facilmente os designers editoriais encontrariam num livro de pantone.

A Porto Editora não teve para se chatear com tal alarido e tomou a posição mais fácil que é retirar os livros do mercado.

A par desta polémica bombástica, surgiu o grito do Ipiranga na Silly Season de uma tal secretaria de qualquer coisa menos de Estado, porque revelou-se sem qualquer sentido do mesmo. A dita senhora resolveu gritar ao mundo uma coisa, e desculpem a linguagem, mesmo fora, do tipo:

– “pessoal, tenho uma cena mesmo muito política para comunicar ao país – malta sou lésbica!!!! “

Sendo eu aos olhos dos senhoriais de esquerda uma mulher de direita, dita conservadora, com meninos educados em colégio católico, fiz o que uma mulher heterossexual católica apostólica e conservador faz em família ao jantar, ou seja, lancei o tema  para debate, a reação de uma menina de 9 anos e de um rapaz de 14 foi fantástica, simplesmente dedicaram a música do BATATOON à dita senhora cantando: “parabéns, parabéns, hoje é o teu dia mais feliz”.

(Claro que fiz a tradicional repreensão, que à mesa não se canta).

Ora diz-se por aí que a estupidez humana não tem limites, eu adaptaria a afirmação substituindo estupidez por idiotice que por estes dias tem rebentado a escala.

Relativamente ao primeiro tema tenho a acrescentar que no fim de semana fui a com a minha filha, a uma dessas lojas suecas que vendem móveis, e não é que vim chocada? Os quartos das meninas eram cor de rosa com cozinhas e os dos meninos eram pretos e verdes com skates, vim chocada porque a minha filha católica, escuteira e colegial escolheu o quarto dos rapazes, nunca pensei.

Ou seja a democracia dá nisto, escolhas. A censura dá na omissão e proibição dessas, simples, é uma verdade básica de Lá Palisse, não vale a pena consumir o estimado leitor com mais argumentos, caso contrário corre-se o risco de iniciarmos uma guerra civil. Escolhas, uma coisa tão simples e tão importante fruto de um 25 Abril que a esquerda hoje insiste hipotecar com imposições morais politicamente correctas. Quem diria.

Quanto ao segundo tema, penso que a música do Batatoon que os meus filhos escolheram para o comentar, está perfeita.

Se a senhora é lésbica fico feliz porque é sinal que está num estado civilizacional avançado, dado que pelo o que sei em 2030 isto andará meio meio, uma parte da população será homossexual, outra heterossexual e os outros andarão a tentar perceber o que é que são. Quanto a mim preocupam mais as mudanças climatéricas, as desigualdades económicas entre os povos, e as possíveis guerras que daí advenham.

Relativamente ao resto, bem o resto, que é o cerne, resume-se a um sentimento de insegurança com armamento roubado nas forças armadas, a despesa publica a aumentar, são seres humanos a morreram em incêndios, e por aí fora. Mas isso, isso não interessa nada.

Patrícia Sá Carneiro
28.08.2017

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