Empreendedorismo e o medo de falhar

Segundo um recente estudo da Global Entrepreneuship Monitor, 42% dos portugueses não arriscam qualquer atitude empreendedora, por medo de falhar.

Ser empreendedor não é obrigatoriamente criar o seu próprio negócio. Ser empreendedor é uma forma de estar e atuar. Correndo muitas vezes o risco de falhar.

No meu ponto de vista, historicamente o povo português (no qual orgulhosamente me incluo), teve sempre uma boa atitude empreendedora.

Recordemos então:

A 24 de Junho de 1128, na cidade de Guimarães, Afonso Henriques, trava a batalha de São Mamede. Vence a batalha, e numa atitude verdadeiramente empreendedora, declara Portugal como reino independente. Como qualquer empreendedor, D. Afonso Henriques teve algumas vicissitudes, tendo que lutar incessantemente contra as forças hispânicas, para que em 1139 fosse possível nascer o Reino de Portugal, devidamente confirmado quatro anos depois com a assinatura do Tratado de Zamora.

Este é para mim um exemplo típico de um empreendedor e de empreendedorismo. Um Homem, que tem que batalhar, até que seja possível atingir os objetivos, por muito tempo que demore.

Poderei ainda, a título de exemplo, recordar outra atitude empreendedora do povo português, recuando à Era dos Descobrimentos.

Uma série de conquistas territoriais, durante largas dezenas de anos, que deram novos mundos ao mundo.

Recordemos então Vasco da Gama e a viagem á India e Pedro Álvares Cabral e a viagem ao Brasil.

Pergunto hoje:

Afonso Henriques, Vasco da Gama e Álvares Cabral não terão tido medo de arriscar? Não terão tido diversos constrangimentos que os fizessem desistir?

Possivelmente sim, mas tiveram acima de tudo a força de acreditar.

Hoje, parece que perdemos a nossa vertente empreendedora. Posto isto, apenas para terminar, cito Jorge Palma:

“Ai Portugal, Portugal. Enquanto ficares à espera, ninguém te pode ajudar”.

 

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