“Nem telefonando ao Costa”

Foi curioso ver o senhor Francisco Vieira de Carvalho fazer uso de um espaço de debate para promover o Governo e não as suas ideias e propostas para a cidade da Maia. Em primeiro lugar, porque o Governo não precisa de ser promovido. Afinal, basta olharmos para as notícias e para as redes sociais para perceber que os ministros e secretários de estado socialistas andam pelo país a fazer a sua própria campanha, a fazer inaugurações e promessas em municípios controlados pelo PS e pelos partidos que constituem a geringonça. O dever de isenção e decoro do atual Executivo já há muito se perdeu. Em segundo lugar, mas não menos importante, porque demonstra o seu vazio de ideias para futuro.

Já sabemos que o atual Governo vive para a popularidade do dia-a-dia, mas esperávamos que os candidatos cor-de-rosa tivessem um pouco mais de ambição para o futuro de cada município. Francisco Vieira de Carvalho veio falar de um investimento megalómano em mais uma obra pública. Se calhar o senhor candidato ignora que já está a ser implementado na Maia a criação de percurso pedonal acessível e integração de percurso ciclável na Avenida Altino Coelho na Cidade da Maia, assim como a criação de percurso pedonal acessível e integração de percurso ciclável na Avenida D. Manuel II na Cidade da Maia. Também já estão com programação de finalização de projeto e submissão de candidaturas as propostas para a Ciclovia Urbana do Centro da Cidade com ligação ao núcleo urbano do Castelo e a Ciclovia Urbana de Águas Santas.

É este o problema do Partido Socialista. Esta cegueira em fazer investimentos cuja sustentabilidade não foi estudada e muito menos pensada. É fazer de novo sem olhar para o legado que recebem. Ou pior. Optam por desfazer por questões meramente ideológicas. E a Maia sabe avaliar este modo de fazer política.

Como sabe avaliar o bom trabalho que o PSD tem levado a cabo no município. Na Educação, o investimento vai além do edificado. Todos os dias, a população mais carenciada recebe apoio ao nível da alimentação nas escolas, transporte escolar e acolhimento e prolongamento do horário escolar. Não é por acaso que a Maia é o único município da Área Metropolitana do Porto que regista um crescimento do número de alunos de 7%. Também não é por acaso que a Maia lidera a queda do desemprego no Grande Porto, sendo mesmo o único município onde esta redução ultrapassou a fasquia dos 20% no primeiro trimestre de 2017. A nossa economia é dinâmica e pujante, e conseguimos que o município visse o seu volume de exportações duplicar nos últimos dez anos. Já para não dizer que a maia representa 3% do PIB nacional.

Os nossos adversários bem podem chamar todo o Governo para lhes dar apoio e acenar às pessoas com grandes números, mas os maiatos sabem que contra factos não há argumentos.

Emilia Santos
Deputada à Assembleia da República 

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