Pedro Miguel Carvalho

O voto (in)útil

Nos últimos dias e enquanto se aproximava cada vez mais o período oficial de campanha eleitoral para as eleições europeias do próximo dia 25 de Maio, tivemos várias vezes oportunidade de ouvir António José Seguro dizer que cada voto no Partido Socialista seria um cartão amarelo ou vermelho ao governo liderado por Pedro Passos Coelho.

No fundo, Seguro, pouco seguro de si, quer medir a força do voto do povo no PS como “incubação” para as legislativas que se avizinham.

Resolvi despir o fato de militante e dirigente da JSD e PSD e tentar procurar factos que me fizessem querer votar no Partido Socialista nas próximas europeias.

Em comum, Paulo Rangel, cabeça de lista da coligação “Aliança Portugal”  e  Francisco Assis, cabeça de lista do Partido Socialista, têm o facto de já terem experiência enquanto deputados ao Parlamento Europeu, o que do meu ponto de vista, aparentemente os deixa em pé de igualdade no que toca à experiência demonstrada nas funções.

Contudo, vejamos:
Paulo Rangel é atualmente Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Popular Europeu. No decorrer do seu mandato fez 1047 intervenções em Sessões Plenárias, apresentou 5 relatórios enquanto relator, 3 enquanto relator sombra emitiu 3 pareceres enquanto relator e 6  enquanto relator sombra, apresentou 4 propostas de resolução e efetuou 17 perguntas parlamentares.
Francisco Assis, durante o seu mandato de deputado, fez 26 intervenções emitiu 1 parecer enquanto relator e efetuou 9 perguntas, sendo que esteve presente em pouco mais de metade das Sessões Plenárias do mandato.

Para além do cabeça de lista, poderia comparar por exemplo o trabalho apresentado nesta legislatura pelo eurodeputado Carlos Coelho(PSD) e Elisa Ferreira (PS) ou Nuno Melo(CDS) e Ana Gomes(PS) e as diferenças continuam astronómicas.

Depois desta pesquisa, resolvi olhar “com olhos de ver” para a lista do Partido Socialista. Lá estão os “Socráticos” do costume, aqueles que fizeram com que Portugal quase chegasse à banca rota, com as suas obras megalómanas, com o Plano Tecnológico, do qual Carlos Zorrinho (agora candidato às europeias) era coordenador.

Em suma, fica a questão “Será este o voto que António José Seguro pede?”

Por tudo isto, que já não é nada pouco, dia 25, para dar força a Portugal na Europa, EU VOTO “ALIANÇA PORTUGAL”

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