Opositores ao vencedor na Concelhia da Trofa do PS impugnam o ato eleitoral

Um grupo de militantes socialistas da Trofa liderado por Mário Mourão, que não chegou a candidatar-se às eleições concelhias de sábado, decidiu hoje pedir a impugnação do ato eleitoral, prometendo recorrer “se necessário” para o Tribunal Constitucional.

As eleições de sábado para a concelhia da Trofa do PS foram ganhas pelo até aqui líder da Juventude Socialista da Trofa, Marco Ferreira, em lista única, uma vez que uma candidatura concorrente, não chegou a poder apresentar-se alegadamente por ter inscritos militantes com quotas em atraso.

Caso avançasse, o grupo, reunido em torno da designada `lista B` seria encabeçada por Mário Mourão que, hoje, em declarações à Lusa, revelou ter entregado na Federação Distrital do Porto do PS um pedido de impugnação das eleições, exigindo que o ato eleitoral se repita e integre a sua lista.

“Queremos que os nossos militantes sejam tratados como os de Gondomar, da Maia, do Porto, de Valongo. Porque os pagamentos de quotas estão em dia. Queremos novas eleições porque o PS da Trofa é de todos os militantes e não apenas de uma pessoa. A Distrital tem de nos dar voz e não apenas à Joana Lima [ex-presidente da Câmara e da concelhia PS da Trofa]. Se a distrital não decidir conforme consideramos correto, vamos recorrer para o Tribunal Constitucional”, disse Mário Mourão.

O socialista garante que os seus apoiantes não têm quotas em atraso, dizendo ter “comprovativos” que atestam esses pagamentos. Desta forma, Mourão contraria os argumentos da concelhia PS da Trofa que, à Lusa, explicou que a `Lista B` não tinha sido considerada por não estar conforme com os estatutos.

“Não pude aceitar a lista porque tinha de pautar pela seriedade e agir conforme o regulamento e os estatutos. Eram mais de 30 nomes que não constavam nos cadernos eleitorais do PS com quotas em dia. No fundo, eles nem queriam ir a eleições”, disse Joana Lima, que à data da receção das listas era a líder do PS da Trofa.

Mário Mourão garantiu ter assistido a “ilegalidades” durante o decorrer do ato eleitoral. Mas o candidato da `Lista A` e novo líder da Concelhia socialista da Trofa, Marco Ferreira, afirmou que as “irregularidades” registadas são “graves” mas da responsabilidade de “pessoas afetas a Mário Mourão”.

“Foram atos de violência que ocorreram e por parte de elementos da confiança política do senhor Mourão. Atos que envergonham o PS e que eu censuro como cidadão, como socialista e agora como presidente da Concelhia da Trofa. Agrediram militantes que estavam nas mesas de voto. De resto, não tenho conhecimento de ilegalidades porque os cadernos eleitorais foram entregues, no final das eleições, cumprindo todos os regulamentos”, disse hoje, à Lusa, Marco Ferreira.

O agora presidente da concelhia PS da Trofa considerou “legítima” a pretensão de Mário Mourão de ver as eleições repetirem-se, mas vincou que “os trofenses não podem estar alheios aos resultados” de sábado. “A vitória da `Lista A` foi muito expressiva. Os votos brancos e nulos têm uma percentagem residual”, concluiu.

Fonte: jn.pt

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