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Razão vs Emoção

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Existem imensas situações na vida que não compreendermos, assim como, existem, também, imensas na vida que não desejávamos que acontecessem ou, até, existissem. Há muitas situações na vida que poderiam ser diferentes do que são. Existem muitas situações na vida sobre as quais temos pouca acção modificadora.

Esta é a vida de todos nós … O que fazer ?

Resignar-se?

Esperar um milagre?

Revoltar-se?

Aguardar a vinda de D. Sebastião?

Perguntar constantemente “Porquê eu “?

Na verdade a resposta parecer ser um pouco de tudo o que é mencionado anteriormente.

É óbvio que temos de nos resignar perante a realidade. É claro que podemos sempre esperar por um milagre. Mas não existe razão para a revolta, para uma eterna amargura, para uma morte antecipada, tornado a vida num verdadeiro inferno e amplificando os problemas que já existem.

Quando nos deparamos com um grande problema deveremos entender que temos de ser melhores que a média das outras pessoas. Temos de entender também que muitos dos nossos semelhantes irão compadecer-se de nós – uns genuinamente e outros falsamente – mas que a maioria não está minimamente preocupada com a nossa dura realidade. Nós, pela razão e não pela emoção, somos quem tem de enfrentá-la.

E, a própria razão, nos indicará que não adianta ficarmos a perguntar “Porquê eu”? “ Porquê a mim ?” “Logo eu que sou tão certinho ?”. Ninguém nos poderá dar a resposta de maneira satisfatória. Nós mesmos é que temos que a dar, mostrar a nossa capacidade de enfrentar o problema e ter a firmeza para fazer o que a maioria não seria capaz.

E essa “motivação cognitiva” (como designada pelos profissionais de saúde), pela razão e não pela emoção, que nos fará erguer e caminhar, face aos problemas que nos afligem. A emoção far-nos-á sentir algo terrível que é a pena de nós próprios, sentir muitas vezes vergonha da nossa incapacidade para resolver os problemas, esperar a ajuda dos outros, que, já sabemos, nem sempre aparecerá.

É a razão que nos fará prosseguir e vencer. É a plena consciência dos nossos limites e possibilidades que deve dar a força e os motivos para lutar, preservar, ter autodisciplina, educação, respeito por nos próprios e pelos outros, amor-próprio e acreditar em algo forte, seja ele qual for, para seguirmos em frente nas nossas convicções e ajudar sempre quem necessita.

A motivação cognitiva, ao qual eu não sou especialista mas, dizem os “experts”, é uma porta que apenas se abre por dentro. Apenas nós a podemos abrir. E a abriremos no momento em que entendermos, pela razão e não pela emoção que existe sempre alguém em condições mais difíceis e que necessitam de nós.

Abraço amigo

Francisco Martins da Silva

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