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“Toda a gente se queixa da sua falta de memória, mas ninguém se queixa da sua falta de senso.”

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Em jeito de nota, deixo aqui algumas passagens da história recente de Portugal.

– António Guterres (1995-2002) foi nomeado Primeiro-Ministro nas eleições legislativas de 1995. Os principais sectores económicos, assentes em baixos salários deixam de ser competitivos. Portugal adere à moeda única, o que põe fim às políticas cambiais nacionais, deixando de poder desvalorizar a moeda para manter os produtos competitivos. Enquanto as importações aumentam, as exportações diminuem. Guterres mostra-se incapaz de tomar medidas de fundo, o que provoca uma agravamento das contas públicas. Foi a grande época das privatizações em Portugal. O Estado não pára de se endividar, multiplicando os serviços, organismos e empresas públicas. Entre as medidas emblemáticas registam-se o programa Polis, as Scut e o Rendimento Mínimo Garantido atribuído indiscriminadamente.

– Durão Barroso (2002-2004) actual presidente da Comissão Europeia, tornou-se primeiro-ministro, em Abril de 2002, na sequência da demissão de Guterres. Ficou célebre a expressão de que “o país está de tanga”, Portugal estava a divergir da União Europeia. Insistiu na dramatização das contas públicas, defendendo a necessidade de sacrifícios, como o aumento do IVA e a flexibilização das leis laborais, para contrariar a tendência despesista que considerou ter sido marca dos governos socialistas.

– Veio Santana Lopes (2004-2005) e Jorge Sampaio dissolveu a Assembleia da República, mas só depois de haver uma mudança na liderança Socialista, com a saída de Ferro Rodrigues e a entrada de Sócrates.

– José Sócrates (2005-2011) é eleito e Portugal é dos países do mundo que mais gasta com a justiça, saúde e educação, mas é dos que tem piores resultados nestes sectores. A segurança social está à beira do colapso financeiro. Aumentou sempre os funcionários públicos até 2009. Pede um resgate à troika, sujeitando-se às condições que hoje vigoram no memorando, quando Teixeira dos Santos, o seu ministro, avisa que só havia dinheiro para um mês de salários. Antes da tomada de posse do XIX Governo Constitucional de Portugal, o governo de José Sócrates ordenou a eliminação de toda a informação contida nos computadores profissionais, incluindo toda a informação armazenada na rede informática do governo. Entre a informação eliminada encontrava-se a gestão documental do trabalho em curso, os emails profissionais, processos legislativos em curso e chamadas de voz.

– Pedro Passos Coelho (2011-amanhã) é obrigado a seguir o memorando de entendimento assinado no Governo anterior. Governa em coligação com o CDS que sempre abandonou a meio as suas responsabilidades. Paulo Portas inúmeras vezes se demarca do Governo de que faz parte. Passos Coelho segue uma lista extensa de cortes e reformas necessárias à continuação da ajuda externa, sendo esta indispensável, por exemplo, ao pagamento de salários e pensões. Sofre com as primeiras greves gerais depois do pedido Socialista de assistência externa. Vê o tribunal constitucional a chumbar medidas essenciais ao controlo do deficit. É apelidado por muitos como o causador dos problemas do pais e o seu governo é chamado “o pior de sempre”.

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