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Utentes do centro de saúde da Maia com queixas

Os utentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) do Lidador, na Maia, queixam-se de que há vários meses ninguém daquela unidade lhes atende os telefonemas e que a marcação de consultas através da Internet não está a funcionar. A ARS-Norte admite problemas pontuais devido a “falhas de rede”, mas assegura que está a “envidar esforços no sentido de minimizar tais acontecimentos e seus efeitos decorrentes”.

“A gente liga e liga e nada. Tem de vir cá sempre que precisa de alguma coisa”, lamenta José Joaquim Veloso. O reformado diz que no seu caso, que mora ali ao lado, não faz grande transtorno, mas para quem vem de longe “é chato”. Às vezes, por uma simples informação perdem-se horas, como sucedeu com Maria Duarte. “Perdi o papel da consulta e queria confirmar a hora. Fartei-me de telefonar vezes seguidas, mas ninguém atendeu”, queixa-se.

Maria Duarte conta que teve de se deslocar à USF e esperar mais de uma hora até lhe dizerem quando era a consulta. A utente critica a organização, mas isenta as funcionárias. “Elas estão sempre ocupadas. Não têm culpa. Ou atendem os telefones ou os doentes”, considera. Uma outra utente diz que esperou “uma hora e meia só para entregar uns exames. É uma vergonha!”. Outro utente também se queixou de que as marcações on-line não funcionam. “Marquei a consulta, mas não recebi nenhuma confirmação. Tentei telefonar imensas vezes e ninguém atendeu”, contou.

Por vezes há “falhas de rede”

Questionada pelo JN, fonte da Autoridade Regional de Saúde (ARS) Norte explica que “por vezes verificam-se algumas falhas de rede, o que leva a que tais situações possam ocorrer”. Contudo, assegura, a instituição “está a envidar esforços no sentido de minimizar tais acontecimentos e seus efeitos decorrentes”.

A ARS diz ainda desconhecer “qualquer constrangimento” na marcação de consultas online mas reconhece que “tendo presente a atualização/uniformização de sites e outras ferramentas é possível que, durante este período, possam ocorrer algumas dificuldades”. Mas adianta que “o objetivo é podermos alargar e aumentar acessibilidades e, consequentemente, maior oferta de serviços”.

Fonte: jn.pt

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