Afonso, um adolescente de 12 anos, natural de Guimarães, foi diagnosticado com aplasia medular e não encontrou um dador de medula óssea compatível na família, levando os pais a lançar uma campanha de recolha de potenciais dadores. A família recorreu ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação para organizar ações de inscrição de novos dadores no registo nacional e a campanha estará na Maia e no Porto no dia 11 de dezembro.
Internado há cerca de sete semanas no Centro Materno e Infantil do Norte, no Porto, Afonso, de 12 anos, natural de Guimarães, enfrenta uma aplasia medular sem ter, até agora, encontrado um dador de medula óssea compatível no seio familiar.
Em mensagem enviada por email ao jornal Notícias Maia, o pai explica que o diagnóstico de aplasia medular foi feito na sexta feira, 31 de outubro, e que não foi identificada compatibilidade entre os familiares diretos. Por essa razão, a família recorreu ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação para organizar ações de inscrição de novos dadores no registo nacional.
No dia 11 de dezembro, está prevista uma sessão de colheita de amostras para eventual dádiva de medula óssea na Maia, na Praça do Município, entre as 14h00 e as 19h00. No mesmo dia, no Porto, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação vai estar na Rua de Bolama, número 133, das 08h00 às 19h30, para receber cidadãos disponíveis para integrar o registo de dadores.
Segundo informação divulgada anteriormente pelo jornal O Minho, já se realizaram ações de recolha na Casa do Dador, em Guimarães, ao longo do mês de novembro, inseridas na mesma campanha de apelo em torno do caso de Afonso.
A doença de que o jovem padece é descrita pela família como uma patologia rara em que a medula óssea deixa de produzir em quantidade suficiente glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, o que provoca anemia, cansaço, infeções recorrentes e hemorragias.
Para integrar o registo de potenciais dadores de medula óssea, os critérios indicados pela família e pelo material informativo associado à campanha passam por ter entre 18 e 35 anos, apresentar bom estado geral de saúde e não ter histórico de transfusões de sangue. A inscrição faz se habitualmente através de uma colheita de sangue ou de saliva, ficando o dador disponível para eventual chamada caso venha a ser encontrado compatível com algum doente.
A família de Afonso sublinha que procura “um dador compatível em qualquer parte do país” e apela à participação nas sessões da Maia e do Porto. Para esclarecimentos adicionais sobre a campanha, foi disponibilizado o contacto telefónico da mãe, Isabel Ribeiro, através do número 937 237 646.


