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Andamos a brincar ou a colar cartazes?

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Em Portugal já nos fomos habituando a períodos de pré-campanha e campanha eleitoral sui generis. De candidatos “ninja” a paquistaneses em comícios pela troca de uma sande, não esquecendo o candidato presidencial que, por engano, distribuiu panfletos alusivos à venda de colchões, já tudo (ou quase tudo) nos aconteceu.

Naquelas que, 41 anos, 3 pedidos de assistência e um primeiro-ministro detido depois da conquista da democracia, me parecem ser das mais imporantes eleições legislativas da história democrática nacional, o país quer saber quais as soluções que os partidos apresentam para o futuro.

Os portugueses não querem saber se a taxa de desemprego está bem ou mal calculada, se o volume das exportações aumentou mais 1 ou afinal 2 por cento. Os portugueses querem garantias para o futuro.

Para um desempregado, para um pai cujo filho emigrou, para um jovem que não consiga um primeiro emprego, qualquer estatística, por muito animadora que seja, parece alta de mais.

Como pode um partido que não é capaz de governar a sua casa, que não é capaz de tomar decisões certeiras e acertadas entre si do rumo da sua própria campanha, ser capaz de governar um país?

O Partido Socialista e a direção de campanha liderada, até agora, por Ascenso Simões, estão de parabéns. Demonstraram aos portugueses quem são os verdadeiros culpados da crise e do desemprego. O PS deixou a descoberto aquela que é a sua forma de estar na política. Encenou histórias com protagonistas escolhidos ao acaso (pelo que parece eram todos funcionários de uma junta liderada pelo PS) e, quando a coisa não correu como o esperado, fez aos cartazes o que sempre fez ao país, tapou “o sol com a peneira”, colando um remendo por cima da realidade, para que à primeira vista, o mal não exista, mas que, quando analisado a fundo, afinal, esteja só tapado por uma “nova realidade”.

Naquela que devia ser a altura certa para um alargado debate e confronto de ideias, de apresentação ao país daqueles que são os programas para o próximo governo, há quem passe o tempo a, literalmente, colar cartazes.
Só podem debater soluções, aqueles que efetivamente as têm.

Portugal e os portugueses não merecem um Partido Socialista assim.

 

Pedro Miguel Carvalho

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Pedro Miguel Carvalho

Pedro Miguel Sousa Carvalho, nasceu a 22 de Maio de 1989, no município da Maia, Distrito do Porto. Desde cedo demonstrou o gosto pela escrita, pela política e pelo serviço em prol dos outros. Durante o seu percurso educativo, foi suplente do representante dos alunos no Conselho-Geral e Coordenador da Comissão de Alunos de Apoio ao Ensino Recorrente Nocutrno na Escola Secundária da Maia. Exerceu também funções como Conselheiro Municipal da Juventude como representante da Escola Dramática e Musical de Milheirós, instituição onde teve aulas de Formação Musical,Piano, Guitarra, Canto, Orquestra e Teatro. Fez parte de várias direcções de campanha, nomeadamente em 2006 na campanha presidencial do Professor Aníbal Cavaco Silva, e nas últimas autárquicas na Maia. É actualmente Vice-Presidente e Coordenador do Gabinete de Formação e do Gabinete de Estudos de Assuntos Sócio-Económicos da Comissão Política Concelhia da Maia da Juventude Social Democrata. É tabmém Conselhero Regional do Porto da mesma juventude partidária. Foi aluno da 10ª edição da Universidade de Verão, organizada anualmente pela Juventude Social Democrata em parceria com Partido Social Democrata, Partido Popular Europeu e Instituto Francisco Sá Carneiro. Desde 2011 é cronista fixo do Jornal Maia Hoje. Em 2013, integrou o núcleo fixo do blog "Psicolaranja"

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