[NOTÍCIA DE 1 DE ABRIL. Dia das Mentiras].
Promete “demolir a Torre do Lidador, um edifício que na sua génese é uma homenagem a um passado de guerra e de discriminação religiosa”.

Com o aproximar das eleições autárquicas, a Maia já conhece alguns daqueles que no final do ano se vão submeter ao escrutino da população. Por entre os candidatos já conhecidos, há uma proposta que se destaca das outras, prometendo brevemente fazer notícia além-fronteiras, tanto pela sua ousadia como pela sua criatividade. “Comigo ao leme, a Maia vai ser a Tory Burch das boas ideias”, atira desde já.

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Para lá das acessibilidades, da cultura e das políticas sociais, a castelense Eva Regina Xauxau de Bugalho promete “rasgar com os pantones” da política autárquica conservadora e cinzenta, com o objetivo de transformar a Maia numa terra de batom Prada, progressista, anti-tourada e, ao mesmo tempo, na Capital Trienal da Arquitetura. “Em 2028 a Maia vai ser mais conhecida do que o Vladimiro Feliz”, escreve no topo do seu pergaminho de apresentação, “feito de bambu, tal como as escovas de dentes”.

Para lançar a sua candidatura a Presidenta da Câmara Municipal da Maia, Eva Regina promete nada mais, nada menos do que “demolir a Torre do Lidador, um edifício que na sua génese é uma homenagem a um passado de guerra e de discriminação religiosa”, substituindo-a pela “Torre Eifel, antes que a França saia da União Europeia e seja desmontada para peças”.

“Cheguei em conjunto com a minha equipa a ponderar o Big Ben, no entanto o Brexit dificultou muito a importação, só pela quantidade de papelada”, confessa Eva Regina. “No geral era útil ter um sítio para ver as horas e pensei em monumentos em que as pessoas lá de cima olhem para baixo. É engraçado. As pessoas perguntam-me porque é que avanço, quais são os motivos, e eu respondo que já que estamos cá há cinco séculos, chegou a altura dar um chuto no estaminé”.

Eva Regina, candidata pelo movimento de Técnicos Associados Na Grande Arte (TANGA), garantiu ao NOTÍCIAS MAIA que, tal como “todos as promessas eleitorais feitas até hoje, esta é para cumprir caso seja eleita”. Não admite, para já, qualquer contacto preliminar com os Franceses, uma vez que “é muito cedo, ainda são nove da manhã”, e a língua nunca foi “a sua praia”. Mesmo assim atira que “um dia destes, se fizer carreira política, há de ir estudar a Paris, e entretanto um primo trata dessas coisas”.

Pensando já no impacto global que esta troca irá ter, a candidata assegura que vai lutar com o Governo para que o novo aeroporto de Lisboa seja construído em Vilar de Luz, uma vez que está certa que “o movimento de turistas e charters irá ser enorme”. Não fica muito mais longe do que a Margem Sul e para quem tem Lisboa como destino final, Eva Regina Xauxau de Bugalho sugere a ligação marítima pelo Rio Leça como alternativa, “permitindo aos turistas desfrutarem da paisagem natural e das praias da região”.

Falta agora que, de três em três anos, “e não de quatro em quatro para não ser acusada de só fazer obras para as eleições”, outras cidades tomem a iniciativa de disponibilizar os seus monumentos à Maia, a propósito da Trienal de Arquitetura. “Depois de subir à Torre uma ou duas vezes, as pessoas vão perdendo o interesse”, afiança. “Seria bom termos o Pentágono ou, quem sabe, o Kremlin, para desenjoar”.

Ainda no campo das grandes obras, Eva Regina Xauxau de Bugalho garante que no primeiro dia no cargo irá colocar as portas “em alumínio” no monumento das “Portas da Maia”. “Há tantos anos que prometem e nunca fizeram nada. A obra está ali por acabar e até hoje ninguém quis saber”, atira a candidata.

No campo dos direitos dos animais – um dos seus pilares – Eva Regina avisa desde já que irá ilegalizar os Forcados Amadores da Maia, começando por proibir os seus treinos junto da Praça do Município com animais de 40,5t. “É tempo de por fim ao negócio da ganadaria Bombardier. É triste ver as pessoas a enfiar o barrete e a validar o cartão para pegar pelos cornos um touro amarelo junto ao Fórum da Maia”.

Sobre a Cultura, afirma perentoriamente que é necessário uma programação “ainda mais elitista”, uma vez que “do grupo que costuma ir às salas de espetáculo, ainda há pelo menos um tipo que sabe sempre o nome do artista”. “Depois do drink da tarde sabe bem identificar no Twitter um nome de que ninguém ouviu falar”, declara. Mais ainda, porque “a gastronomia é um dos grandes atrativos turísticos do concelho”, Eva Regina compromete-se a criar um programa onde todos “terão a oportunidade de molhar o pão na sopa maiata”.

“Eva Gina” como é conhecida pelos amigos, foi presidenta dos Políticos pela Verdade, tendo em março passado renunciado ao cargo para que tinha sido eleita por maioria absoluta dos que nela votaram, para abraçar este novo desafio depois de ir aos “quatro cantos do mundo”. Candidata-se agora pela primeira vez a uma ocupação, contra o conselho do seu médico de família, pois segundo a própria “ouve uma voz desde pequena a dizer que este é o futuro”.

Para já, esta que é a primeira mulher negra, de origem sino-cubana de olhos azuis a concorrer à autarquia, está a finalizar a edição do boletim de campanha “Maia One”, uma publicação que “promete fazer os maiatos encontrarem finalmente o elevado valor desta maiata nascida e criada”, e que, para quem não quiser ler, “vai ter umas fotografias engraçadas”, graceja.

Sobre a votação que espera ter, revela que “sondagens só mesmo para furos artesianos” e que “essas coisas trazem sempre água no bico”. A única certeza para já é que em 2021 a campanha eleitoral promete ser quente e Eva Regina já deu o tiro de partida. Sobre as ações na rua, garante que não tem nem nunca terá medo “porque sempre viveu ao lado da Campa do Preto”, e até hoje “sempre correu tudo bem”.

Veja aqui o vídeo de apresentação na íntegra.

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