Dados do INE revelam que mortalidade na Maia, entre 7 de dezembro 2020 a 3 de janeiro 2021, foi inferior à média para o mesmo período nos cinco anos anteriores. Aumento na Área Metropolitana do Porto foi de 1,25 vezes.

De acordo com os dados publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), compilados nos “Indicadores de contexto demográfico e da expressão territorial da pandemia Covid-19 em Portugal”, nas últimas quatro semanas (7 de dezembro de 2020 a 3 de janeiro de 2021), o número preliminar de óbitos nas regiões Norte e Centro, as únicas acima da média nacional, foi 1,2 vezes superior ao observado no período homólogo de referência (média para o mesmo período nos cinco anos anteriores), e apenas a região do Algarve não apresentou um número preliminar de óbitos superior ao período de referência. Comparando os resultados das regiões NUTS II entre o mês de março (semanas de 2 a 29 de março) e as semanas de 7 de dezembro a 3 de janeiro verifica-se um aumento do rácio em todas as regiões, exceto no Algarve, destacando-se o aumento registado no Norte e Centro.

Cozinca

Em 225 dos 308 municípios portugueses, e onde reside 85% da população, o número de óbitos nas últimas quatro semanas (entre 7 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021) foi superior ao valor homólogo de referência (média para o mesmo período nos cinco anos anteriores). Deste conjunto, destacam-se 60 municípios que registaram um número de óbitos 1,5 vezes superior ao registado no período de referência. Para os restantes 83 municípios o número de óbitos nas últimas quatro semanas foi igual ou inferior ao observado no período de referência.

Com o surgimento da Covid-19 em Portugal, ou seja, desde o início do mês de março de 2020, que o número preliminar de óbitos para o total do país, aferidos às últimas quatro semanas, se mantém superior ao do período homólogo de referência (média para o mesmo período nos cinco anos anteriores), atingindo nas quatro semanas de 6 de julho a 2 de agosto de 2020 um número de óbitos 1,3 vezes superior ao do período de referência.

Mortalidade na Maia ficou abaixo da média dos últimos cinco anos

Na área Metropolitana do Porto, para o mesmo período de referência (7 de dezembro a 3 de janeiro), a Maia foi o município que mais ficou abaixo da média homologa de mortalidade (0,93), sendo que na posição contrária ficou São João da Madeira (1,96).

Município Rácio entre os óbitos nas últimas 4 semanas e óbitos no período homólogo Proporção da população residente com 75 e mais anos (%)
São João da Madeira 1,96 9,1
Espinho 1,51 12,1
Valongo 1,47 7,7
Paredes 1,44 6,3
Matosinhos 1,43 9,1
Póvoa de Varzim 1,41 8,0
Arouca 1,37 10,2
Vila Nova de Gaia 1,27 8,5
Santo Tirso 1,25 10,0
Gondomar 1,22 8,5
Porto 1,20 14,2
Vila do Conde 1,18 8,3
Santa Maria da Feira 1,16 8,4
Oliveira de Azeméis 1,10 10,2
Trofa 1,10 7,4
Vale de Cambra 0,96 12,4
Maia 0,93 7,5
Área Metropolitana do Porto 1,25 9,2

Contexto demográfico e da expressão territorial da pandemia

Nas regiões Norte e Centro, as únicas a superar o valor médio nacional, o número de óbitos entre 7 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021 foi 1,2 vezes superior ao observado no período homólogo de referência (média para o mesmo período nos cinco anos anteriores). Em 225 municípios o número de óbitos entre 7 de dezembro e 3 de janeiro foi superior ao valor homólogo de referência, dos quais 60 registaram um número de óbitos 1,5 vezes superior ao observado no período de referência.

No dia 13 de janeiro de 2021, registaram-se em Portugal 61 273 novos casos nos últimos 7 dias, o valor mais elevado desde o início da pandemia Covid-19 em Portugal, e desde o dia 28 de dezembro de 2020 que se observa um aumento exponencial do número de novos casos nos últimos 7 dias. A taxa de incidência de Covid-19 a 14 dias foi 1 011, correspondendo ao número de novos casos confirmados de Covid-19 nos últimos 14 dias por cada 100 mil habitantes.

A 5 de janeiro de 2021, data da última atualização de dados ao nível do município, apenas as regiões Norte (681 novos casos nos últimos 14 dias por 100 mil habitantes) e Centro (653) superaram a taxa de incidência de Covid-19 registada em Portugal (615).

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