Cristiano Ronaldo será recebido por Donald Trump na Casa Branca, numa audiência agendada para as 17h00 (hora de Portugal continental), confirmada por fontes oficiais da presidência norte-americana.
Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção Nacional e avançado do Al Nassr da Arábia Saudita, será esta terça-feira, 18 de novembro, recebido na Casa Branca por Donald Trump. A audiência está marcada para as 17h00 (hora de Portugal continental) e foi revelada pelo jornalista Jake Traylor, correspondente da MSNOW (antiga MSNBC), citando fontes da administração norte-americana.
O encontro entre Ronaldo e o presidente dos Estados Unidos ganha especial simbolismo por coincidir com o apuramento recente da Seleção Nacional para o Campeonato do Mundo de 2026, cuja fase final será organizada em três países: Estados Unidos, Canadá e México.
Neste mesmo dia, Donald Trump recebe também Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita e presidente do Fundo de Investimento Público saudita, entidade que detém vários clubes do país, incluindo o Al Nassr, equipa que representa Cristiano Ronaldo desde 2023. A presença simultânea destas figuras em Washington poderá abrir portas a conversas sobre futebol, diplomacia e investimento internacional.
Ronaldo já tinha manifestado publicamente o desejo de se encontrar com Trump. Numa entrevista recente ao jornalista britânico Piers Morgan, o internacional português revelou admiração pelo presidente dos EUA, sublinhando: “Acho que consegue fazer as coisas acontecerem, e eu respeito pessoas assim. Donald Trump é uma daquelas pessoas que podem ajudar a mudar o mundo”.
A relação entre Ronaldo e a presidência norte-americana teve um momento simbólico em 2023, quando o jogador autografou uma camisola da Seleção Nacional com a frase “A jogar pela paz”, que foi posteriormente entregue a Trump por António Costa, então presidente do Conselho Europeu, durante uma reunião do G7.
Esta não é a primeira vez que Trump faz referência a Ronaldo. Em 2018, durante uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na Casa Branca, o presidente norte-americano perguntou, em tom descontraído, se Cristiano Ronaldo poderia candidatar-se à presidência portuguesa. A resposta de Marcelo foi pronta: “Portugal não é como os Estados Unidos da América”.
A presença de Ronaldo nos EUA surge também após a resolução judicial do caso Mayorga, em que o jogador foi acusado de violação num hotel em Las Vegas, em 2009. O processo foi encerrado por um tribunal norte-americano, que rejeitou o pedido de indemnização de 25 milhões de dólares apresentado por Kathryn Mayorga, conforme revelado inicialmente pela revista Der Spiegel, com base em documentos da plataforma ‘Football Leaks’.


