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Direito de Resposta:

“Ao abrigo da legislação em vigor, na qualidade de advogado da empresa Yorkdream, Consulting SA, em sequência das publicações que propagaram, afirmando erradamente que o Administrador desta empresa, Dr. Francisco Vieira de Carvalho, fez e/ou admitiu fazer lóbi para ganhar concursos públicos:

1- É falso, que a minha representada, por qualquer meio, incluindo pelo seu Administrador, Dr. Francisco Vieira de Carvalho, tenha feito lobi, bem como, é falso que este último o tenha afirmado;

2- Como se trata de um ataque pessoal, certamente por razões políticas e, talvez, por faltar pouco mais de um ano para as eleições autárquicas, junto se envia o Comunicado do Dr. Francisco Vieira de Carvalho (já publicado na sua página do Facebook).”

Transcrição do Comunicado de Francisco Vieira de Carvalho na íntegra:

“Caros(as) amigos(as),

Relativamente à notícia do Correio da Manhã de hoje, com título “Influência” e subtítulo “Vereador assume lóbi para ganhar concursos”, sou a esclarecer:

1) É verdade que sou administrador e acionista da empresa Yorkdream Consulting S.A.;

2) É verdade que, entre 2010 e 2015, esta empresa prestou serviços de consultadoria à empresa de construção Lúcio da Silva Azevedo & Filhos, S.A., também denominada por Lúcios – Engenharia e Construção;

3) A relação comercial entre estas duas empresas terminou no início de 2015;

4) Em virtude desta cliente não ter liquidado todas as faturas emitidas, referentes aos serviços prestados, a Yorkdream Consulting S.A. interpôs uma ação em Tribunal, de modo a ser ressarcida das quantias em falta;

5) O processo, quer pelo tempo do mesmo, quer por alguns adiamentos terminou com sentença, na primeira instância, em Dezembro de 2019, sendo que, a empresa Yorkdream Consulting S.A. entendeu recorrer da decisão do Tribunal, pelo facto de não ver refletido no acórdão todos os valores em dívida;

6) Os serviços prestados, pela empresa que administro e sou acionista, foram prestados no escrupuloso cumprimento da Lei;

7) Pese embora a relação ser entre duas empresas (e não entre uma construtora e a minha pessoa singular), uma vez que sou citado na notícia pessoalmente e, também, na qualidade de Vereador sem pelouro, devo ainda fazer notar:
a) Entre 2010 e 2015 não tive qualquer cargo publico, ou qualquer atividade política;
b) Fui candidato à Câmara Municipal da Maia nas últimas eleições, em Outubro de 2017;
c) Sou Vereador sem pelouro, desde Outubro de 2017.

8 ) O meu pai nunca foi médico;

9) O meu pai, que muita falta nos faz, faleceu dia 1 de junho de 2002 (há 18 anos), a trabalhar pela terra que tanto amou (durante 30 anos), sendo que, o seu nome está umbilicalmente ligado à nossa Maia, pelas melhores razões, o que muito me orgulha.

Os ataques ignóbeis e cobardes feitos à boa memória do meu Pai, ao longo dos últimos tempos, apenas têm como objetivo atingirem-me a mim.

O candidato sou eu, e as minhas energias estão focadas no futuro da Maia, mas também estou preparado para os jogos baixos, de gente sem rosto. Este tipo de “notícias” não afetam a minha determinação em lutar pela minha terra.
Como disse o meu pai: “O tempo é uma coisa que caminha lentamente, esclarecendo as posturas de cada um. A minha é esta: eu sei essencialmente trabalhar.”

Um abraço,
Francisco Vieira de Carvalho”

Fim de transcrição.

Nota Editorial

O NOTÍCIAS MAIA não faz ataques pessoais, nem escreve mentiras, nem calúnias.

Em momento algum, o NOTÍCIAS MAIA ataca a memória de José Vieira de Carvalho, como pode querer parecer no comunicado de Francisco Vieira de Carvalho. Compreende o NOTÍCIAS MAIA que tal referência no comunicado transcrito, é linguagem política.

O NOTÍCIAS MAIA noticiou, citando conteúdo produzido pelo Correio da Manhã e com base em documentos a que teve acesso, nomeadamente a sentença do Tribunal Judicial da Comarca do Porto.

Declara o juiz de Direito que Francisco Vieira de Carvalho “não hesita em afirmar que, embora seja um caso de concurso público, o caderno de encargos foi afeiçoado, por sua iniciativa, para favorecer um dos concorrentes (ora ré)”, acrescentando que “o depoente revelou idêntica naturalidade – mesmo arrojo, dada a proximidade da atuação alegadamente em causa com o tráfico de influência – na descrição da sua atividade na alegada angariação da obra de reabilitação da Casa de Chá da Boa Nova, também adjudicada por concurso público, por uma autarquia local”.

O administrador da Lucios, quando chamado a depor, referiu que o acordo com a empresa de Francisco Vieira de Carvalho, tinha como “objeto” a realização de “lóbi positivo”.

Assim, quanto à admissão da realização de “lóbi” vertida na sentença, não encontrou esta redação, nem lhe chegou qualquer prova em contrário, a não ser a palavra do vereador da Câmara Municipal da Maia, vertida neste Direito de Resposta, que contraria o presente na referida sentença.

A notícia não refere comprovada realização, de facto, de “lóbi”, mas apenas a admissão com base no declarado pelo senhor juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca do Porto.

Pese embora o comunicado que Francisco Vieira de Carvalho usa no Direito de Resposta, aqui exercido, se centrar na notícia avançada pelo Correio da Manhã – onde aponta erros que não foram publicados na notícia do NOTÍCIAS MAIA – compreende esta redação que o deve publicar, assim como o fará, caso a informação que existe no momento, se comprove diferente.

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