Uma empresa de saltos de paraquedas, sediada na Maia, está a ser acusada por vários clientes de tentativa de burla, após sucessivos adiamentos de experiências pagas que nunca chegaram a realizar-se.
A empresa Skydive Maia está a ser alvo de denúncias por alegada burla, depois de dezenas de clientes afirmarem ter pago experiências de paraquedismo que foram sucessivamente adiadas e nunca concretizadas. As queixas remontam, pelo menos, a 2018 e resultaram já na preparação de uma queixa-crime conjunta contra a empresa.
Segundo vários testemunhos recolhidos pelo Porto Canal, os clientes recebiam comunicações a informar do cancelamento dos saltos poucos dias antes da data marcada, sendo invocadas razões como restrições climatéricas ou limitações aéreas do aeroporto. Perante esses cancelamentos, eram propostas novas datas que, posteriormente, também acabavam por ser anuladas.
Alguns clientes afirmam ter aguardado até dois anos pela realização da experiência. Quando desistiam e solicitavam o reembolso do valor pago, deixavam de obter qualquer resposta. Nalguns casos, a empresa indicava que a devolução seria feita mais tarde, alegando existirem muitos pedidos pendentes, mas os reembolsos nunca se concretizavam.
Entretanto, as instalações da Skydive Maia no Aeródromo Vilar de Luz foram abandonadas. As redes sociais e o site da empresa foram removidos, e o contacto telefónico deixou de estar disponível. Apesar disso, segundo os clientes lesados, a venda de vouchers online continuou ativa durante largos períodos, mesmo após a existência de várias reclamações públicas.
Em plataformas como o Google e o Tripadvisor, multiplicam-se os relatos de experiências negativas associadas à empresa. Ainda de acordo com o Porto Canal, cerca de 20 clientes já se organizaram para avançar com uma queixa-crime, mantendo-se a Skydive Maia incontactável até ao momento.


