A Maia vai ser palco, este fim de semana, de dois eventos organizados por grupos de extrema-direita. Um festival de música promovido pelos Blood & Honour e o III Congresso do grupo Reconquista, que reúne figuras radicais de vários países europeus e dos Estados Unidos.
Dois eventos associados a grupos de extrema-direita decorrem no concelho da Maia este fim de semana, concentrando elementos radicais de várias nacionalidades. Segundo o Expresso, o festival de música “Masters of the Sea”, promovido pelo movimento Blood & Honour, realiza-se na sexta-feira e hoje, sábado, dia 8 de novembro, num salão paroquial da Maia, juntando dezenas de participantes, entre eles figuras referenciadas pelas autoridades europeias por crimes de ódio e propaganda racista.
O grupo Blood & Honour, fundado no Reino Unido e já proibido em diversos países europeus, é conhecido por organizar concertos clandestinos, que funcionam como pontos de encontro e de financiamento das suas atividades. A localização dos eventos é mantida em segredo até à véspera, sendo apenas revelada aos participantes após o pagamento do bilhete. Entre os presentes estão membros provenientes da Suécia, França, Alemanha, Suíça e Polónia, incluindo músicos de bandas associadas à extrema-direita. De acordo com o Expresso, o primeiro dia do festival decorreu na Maia, onde o grupo tem vindo a realizar atividades desde há vários anos.
Neste mesmo fim de semana, também na Maia, o grupo Reconquista realiza o seu III Congresso, depois de o evento ter sido cancelado no Porto pelo Colégio Luso-Francês. Segundo o que o NOTÍCIAS MAIA sabe, o encontro vai decorrer no pavilhão gimnodesportivo do MaiaSport, na freguesia de Moreira, com a presença de oradores europeus e norte-americanos ligados à denominada alt-right. Entre eles estavam Jared Taylor, o britânico Steve Laws e o irlandês Keith Woods. De Portugal, marcou presença António de Sousa Lara, ex-deputado e antigo subsecretário de Estado da Cultura de Cavaco Silva, conhecido por ter vetado a candidatura do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago, a um prémio europeu, alegando motivos morais.



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