O Governo anunciou que pretende constituir um grupo de trabalho para analisar a futura expansão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia. A revelação foi feita pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, durante a apresentação do novo projeto da TAP, que contempla a criação de um hub de manutenção no aeroporto até 2028.
Segundo o governante, a decisão surge num contexto de crescimento consistente da infraestrutura. Entre 2024 e 2025, o número de passageiros aumentou 6,1%, mantendo uma tendência de subida anual que tem sido acompanhada com atenção por operadores do setor e entidades regionais.
Apesar de, em abril de 2025, o Governo ter descartado a possibilidade de construir uma segunda pista no curto prazo, a pressão contínua do setor do turismo e o crescimento da procura levaram a uma reavaliação da situação. Agora, o executivo pretende iniciar uma análise detalhada sobre a capacidade atual e futura da infraestrutura.
“Se não começarmos a desenhar esta expansão agora, vamos certamente criar injustiças estruturais, iniquidades e uma incapacidade de alinhar o território com o crescimento”, afirmou Miguel Pinto Luz. O ministro recordou o caso do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, onde a ausência de planeamento atempado resultou em problemas de ruído, tráfego e resistência ao aumento de voos.
A criação do grupo de trabalho é vista como uma resposta estratégica que permitirá antecipar constrangimentos e garantir que a infraestrutura da Maia acompanha o crescimento da procura, evitando erros de planeamento verificados noutras regiões do país.
A expansão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro tem sido reivindicada há vários anos por agentes do setor turístico e económico do Norte, que sublinham o seu papel central na ligação da região ao exterior. Com o novo hub da TAP e as novas rotas anunciadas para 2026, a pressão sobre a infraestrutura deverá intensificar-se ainda mais, tornando o debate sobre a sua ampliação incontornável.


