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Efacec terá sido desqualificada por não cumprir requisitos de “solidez financeira”.

“O MNE acompanha esta situação com muita preocupação, não apenas pelo que um eventual afastamento do contrato significa do ponto de vista financeiro para a Efacec, mas também pelo dano reputacional que a situação está a provocar numa empresa líder de mercado, com um historial de muito sucesso nos mercados nórdicos”, pode ler-se numa resposta enviada por fonte oficial do MNE à Lusa, acerca da anulação de um concurso ganho pela Efacec na Noruega.

Cozinca

“Aguardamos por esclarecimentos da parte do Governo norueguês”, refere ainda fonte oficial.

No dia 02 de fevereiro, a Efacec viu anulado um concurso de 21 milhões de euros que tinha ganhado na Noruega para a construção de uma central de biogás, uma decisão que a empresa portuguesa “não compreende”.

Em dezembro, a Lusa noticiou que a empresa norueguesa Cambi, concorrente da Efacec no concurso, contestou-o devido às anteriores ligações acionistas à empresária Isabel dos Santos.

Neste dia 24 de fevereiro, o ministério liderado por Augusto Santos Silva afirma que “a Efacec é uma empresa de enorme relevância estratégica para a economia nacional“, e que a intervenção do Estado na empresa (atualmente é acionista de 71,73% do capital social) “tem como principal objetivo garantir o seu valor financeiro e operacional, permitindo a salvaguarda dos postos de trabalho, da valia industrial, do conhecimento técnico e da excelência em áreas estratégicas, assim assegurando a prossecução do interesse público”.

“O nível de comprometimento do Governo para com o sucesso da Efacec não pode ser colocado em causa”, reafirma a resposta do MNE.

Aquando da notícia da anulação do concurso, a empresa portuguesa realçou que “não deixa de ser estranho, igualmente, o facto da queixa da empresa concorrente da Efacec, que originou esta situação, ter sido desestimada pela entidade reguladora dos concursos públicos norueguesa e mais ainda pelo facto de a NRA ter defendido a escolha da Efacec publicamente”.

A empresa afirmou que “cumpriu com todos os requisitos solicitados na fase de concurso pela NRA [a empresa pública norueguesa em causa] e pelos seus consultores independentes, tendo sido selecionada com base na sua experiência e competitividade”.

A Efacec afirma ainda que se encontra “a analisar todas as opções legais para recorrer desta decisão, que não compreende e que não aceita”, acrescentando que defenderá a sua reputação “até às últimas consequências, pelo respeito por todos os seus colaboradores, parceiros, clientes, fornecedores e acionistas”.

De acordo com declarações do diretor-geral da empresa que lançou o concurso, Thomes Trømborg, ao jornal norueguês E24, a Efacec foi desqualificada porque já não cumpria os requisitos de “solidez financeira”.

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