A Câmara Municipal da Maia vai garantir a continuidade de vários projetos sociais estruturantes que transformaram a vida de centenas de famílias, com o apoio de recursos próprios, anunciou a Vice-Presidente da autarquia, Emília Santos. O anúncio foi feito durante a cerimónia de encerramento da Unidade Territorial Local (UTL) Interior Norte, que teve lugar em Santo Tirso.
As Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas (OICD), financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visaram combater a exclusão social e a pobreza com base em três pilares: Capital Humano, Inclusão Social e Qualificação Urbana. Na UTL Interior Norte – composta pelos municípios da Maia, Santo Tirso e Trofa – foi adotada uma estratégia de gestão conjunta que permitiu ampliar o impacto das iniciativas e partilhar boas práticas.
Emília Santos sublinhou a diferença entre a política tradicional e a ação autárquica de proximidade, afirmando que, enquanto os políticos trabalham para as pessoas, os autarcas trabalham para as pessoas, mas com as pessoas, o que os torna diferentes. Na Maia, a autarquia implementou 13 projetos, dos quais 12 foram desenvolvidos em colaboração com os municípios vizinhos.
A autarca destacou três projetos que se tornaram “marcas de mudança” na política municipal e que terão continuidade garantida:
Música a partir do Berço: Este projeto pioneiro de estimulação cognitiva e socioemocional já chega a mais de 1.000 bebés nas creches da rede solidária da Maia, prometendo um impacto duradouro no desenvolvimento das crianças.
Maia Cuida Mais: Este projeto apoia atualmente 278 famílias de cuidadores informais, oferecendo capacitação técnica e garantido quatro horas semanais de descanso aos cuidadores.
Desafios na Escola e em Férias: Focado em crianças e jovens com necessidades específicas de saúde, o projeto oferece terapias como musicoterapia e hipoterapia, além de criar espaços Snoezelen (salas sensoriais) nas escolas e atividades ocupacionais durante as interrupções letivas.
Emília Santos afirmou que o encerramento deste ciclo de financiamento do PRR não marca o fim do trabalho, mas sim a consolidação de um “ecossistema local de inclusão”. A autarca agradeceu o empenho dos técnicos municipais e das entidades parceiras e reforçou que a inclusão é fruto de políticas públicas intencionais e investimento social.
A cerimónia contou com a presença de vários representantes da Área Metropolitana do Porto e municípios vizinhos, como Agostinho Branquinho, Primeiro-Secretário da AMP, Marco Cunha, Vereador da Coesão Social de Santo Tirso, e João Marques, Vice-Presidente da Câmara da Trofa, que destacaram o sucesso do modelo de cooperação intermunicipal.
Emília Santos concluiu: “Na Maia, optámos por não canalizar tudo para betão e infraestruturas, mas sim apostar nas pessoas. Estes projetos mudaram vidas e a sua continuidade é a nossa prioridade.”


