A 17.ª edição do Maia Open arranca este fim de semana no Complexo Municipal da Maia, mantendo o estatuto de único torneio do ATP Challenger Tour disputado em terra batida e em recinto coberto.
O Maia Open regressa este fim de semana ao Complexo Municipal da Maia para a 17.ª edição do torneio, que continua a ser o único evento do ATP Challenger Tour realizado simultaneamente em courts cobertos e de terra batida. A prova volta a encerrar a temporada mundial do circuito.
O torneio, que integra o calendário oficial da Liga 2 do ATP Challenger Tour, tem uma história marcada por diferentes fases. As três primeiras edições, entre 1991 e 1993, decorreram ao ar livre e, em 1994, testou-se um teto amovível. Nos dois anos seguintes, o evento chegou mesmo ao estatuto equivalente ao atual ATP250, mas a falta de pagamento de prémios aos jogadores ditou a saída temporária do circuito, obrigando então a Câmara Municipal da Maia a assumir encargos adicionais.
Na década seguinte, a autarquia procurou recuperar o torneio no âmbito de negociações com a João Lagos Sports para a construção da aldeia olímpica na Maia. Chegou a estar em cima da mesa uma parceria com o Estoril Open para criar um Portugal Open alternado entre Jamor e Maia. A morte de José Vieira de Carvalho, presidente da autarquia e impulsionador do projeto, deixou o plano por concretizar. Ainda assim, a João Lagos Sports reativou os Challengers na Maia entre 1998 e 2002, antes de um novo intervalo que durou até 2019.
Desde então, numa organização conjunta entre o município e a Federação Portuguesa de Ténis (FPT), o Maia Open consolidou-se no calendário, tendo já contado com campeões nacionais como Nuno Borges, vencedor em singulares e pares, e Pedro Sousa.
Para a edição deste ano, o torneio apresenta o maior prize money de sempre, 145.250 euros, e contará com vários dos principais tenistas portugueses: Gastão Elias, Frederico Silva, Jaime Faria, Henrique Rocha e Tiago Pereira. A única ausência de relevo é a de Nuno Borges.
Apesar do reforço do prémio monetário, a prova continua sem apoio da Federação Portuguesa de Ténis para subir do nível 100 para 125 em pontos atribuídos ao vencedor, o que permitiria atrair jogadores posicionados mais acima no ranking mundial.


