Mariana Mortágua comunicou esta semana que não voltará a candidatar-se ao cargo de coordenadora do Bloco de Esquerda e que não irá continuar como Deputada.
Segundo a carta enviada aos aderentes, a deputada considera que a direcção que chefiou não conseguiu “inverter a excessiva centralização da estrutura do partido e gerar um novo impulso político e eleitoral”. A tomada de decisão surge num contexto de ressaca do momento “flotilha” e dos resultados eleitorais negativos, quer nas legislativas quer nas autárquicas. O partido praticamente desapareceu da representatividade em todo o país.
Mortágua acrescentou que, além de abandonar a coordenação, tem previsto deixar o Parlamento logo após a aprovação do próximo Orçamento de Estado, pretendendo manter‑se activa no partido “mas fora dos principais cargos”.
A sucessão será decidida na 14.ª Convenção Nacional do partido, agendada para 29 e 30 de novembro de 2025. A carta de Mortágua sublinha que o Bloco “tem as ideias, a coerência e a militância para enfrentar estes tempos difíceis” e aposta numa renovação da liderança para dar “voz efectiva ao partido”.


