A antiga deputada bloquista Joana Mortágua inaugurou este sábado, 18 de abril, o Café Central, na Graça, apresentando o novo espaço como uma forma de contrariar a gentrificação e de preservar um lugar de convívio num dos bairros mais pressionados pela transformação urbana de Lisboa.
Na apresentação do novo espaço, Joana Mortágua afirmou à comunicação social que a ideia passa por “resistir à gentrificação” que, nas suas palavras, tem vindo a fechar pontos de encontro de bairro para abrir espaços “extremamente conceituais”. A fundadora explicou ainda que queria um café de “imperial e petiscos”, sem conceitos fechados, onde as pessoas se pudessem encontrar, sustentando que “não fazia sentido deixar morrer um sítio que já foi de encontro”.
De acordo com as declarações, o projecto resulta de uma parceria entre Joana Mortágua, Vítor, antigo professor de forró, e Sam, artista ligada à noite e com experiência como bartender. O grupo decidiu recuperar um antigo grupo recreativo num bairro operário da Graça, espaço que ao longo dos anos acolheu música ao vivo.
A inauguração do Café Central realizou-se a 18 de abril, com actuações de Samuel Úria e Benjamin, seguindo-se no dia seguinte uma jam session.
Joana Rodrigues Mortágua, irmã gémea de Mariana Mortágua (ex-líder do BE), nasceu em 1986, é licenciada em Relações Internacionais e foi deputada eleita pelo círculo de Setúbal nas XIII, XIV, XV e XVI legislaturas. O portal do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda acrescenta que foi eleita deputada pela primeira vez em 2015 e vereadora na Câmara Municipal de Almada em 2017.


