Olga Cardoso, pioneira da rádio portuguesa e figura popular da televisão, morreu esta quarta‑feira, aos 91 anos, na sequência de um AVC sofrido no início da semana. A antiga apresentadora, conhecida pelo programa “Despertar” e pelo concurso “A Amiga Olga”, estava internada no Hospital de São João, no Porto.
Olga Cardoso, uma das vozes mais emblemáticas da rádio em Portugal, morreu esta quarta‑feira, 3 de dezembro, aos 91 anos. A comunicadora sofreu um acidente vascular cerebral na segunda‑feira e acabou por não resistir, segundo confirmou António Sala, seu companheiro de antena durante quase duas décadas. Nas redes sociais, o locutor escreveu que tinha “o coração partido” e agradeceu à amiga os anos de trabalho conjunto, lembrando a gargalhada e a energia que marcaram milhares de manhãs na Rádio Renascença.
A radialista estava internada no Hospital de São João, no Porto, em estado considerado muito delicado. Em 2022, tinha revelado viver com doença de Parkinson desde os 80 anos.
Natural de Miragaia, no Porto, Olga Cardoso começou a trabalhar na comunicação ainda adolescente, dando voz a novelas radiofónicas em 1949. Entrou para a Rádio Renascença em 1964, onde construiu uma carreira de referência. A consagração pública chegaria com o programa matinal “Despertar”, que apresentou com António Sala durante 17 anos e que se tornou um fenómeno de audiências.
O seu percurso também passou pela televisão. Em 1993, estreou‑se na TVI como apresentadora do concurso “A Amiga Olga”, que reforçou a sua popularidade junto de várias gerações.


