A Orquestra Clássica da Maia apresentou-se a 30 de abril na Sala Suggia da Casa da Música, no Porto, perante cerca de 600 espectadores, num concerto dirigido por Jean Wierzba e centrado em obras de três compositores de diferentes países.
O programa abriu com peças de Cláudio Carneyro, compositor português do século XX, com interpretação de excertos da obra “Portugalesas”. A escolha procurou evidenciar a relação entre a música erudita e elementos da tradição popular portuguesa.
Seguiu-se a “Suite Lírica, Op. 54”, de Edvard Grieg, compositor norueguês, numa leitura que destacou diferentes ambientes musicais, da simplicidade melódica de “Shepherd Boy” ao carácter mais marcado da “Norwegian March”, passando por momentos de maior recolhimento como o “Notturno”.
Na parte final, a orquestra interpretou “Appalachian Spring Suite”, de Aaron Copland, obra inspirada na vida rural norte-americana e construída a partir de uma linguagem sinfónica marcada pela clareza e pela utilização de temas tradicionais, como “Simple Gifts”.
O concerto foi dirigido pelo maestro Jean Wierzba e integrou um repertório estruturado em torno da relação entre música e identidade cultural, cruzando referências de Portugal, Noruega e Estados Unidos.
A atuação na Casa da Música surge no percurso recente da Orquestra Clássica da Maia, projeto com cerca de quatro anos, que tem vindo a consolidar a sua presença em salas de espetáculo e a afirmar-se no panorama musical.


