As paredes exteriores da Paróquia de Santa Maria de Silva Escura foram vandalizadas na sequência da realização de um evento musical que terá sido organizado por um grupo neonazi. A inscrição acusa a igreja de “promover o ódio, a violência e a discriminação das ideologias neonazis”.
Após o evento evento musical que terá sido organizado pelo grupo Blood & Honour, foram encontradas mensagens pintadas nas paredes exteriores do edifício da Paróquia de Santa Maria de Silva Escura, na freguesia de Nogueira e Silva Escura. Uma das inscrições, fotografada e enviada à redação do jornal NOTÍCIAS MAIA, lia-se: “Esta casa promove o ódio, a violência e a discriminação das ideologias neonazis!” As mesmas já terão sido removidas entretanto.
O ato de vandalismo surge após a revelação de que o salão paroquial da freguesia acolheu um festival de música organizado pelo grupo extremista Blood & Honour, considerado neonazi e referenciado em vários países europeus por crimes de ódio. O evento realizou-se no fim de semana.
O pároco local, padre José Augusto Oliveira, já havia afirmado, em declarações ao Expresso, que desconhecia o cariz ideológico do evento e pensava tratar-se apenas de um concerto de rock. A Diocese do Porto confirmou o “absoluto desconhecimento” do sacerdote sobre os promotores e lamentou o episódio.
No mesmo fim de semana, decorreu também na Maia, na freguesia de Moreira, o III Congresso do movimento Reconquista, um grupo de direita radical que promove uma agenda nacionalista e identitária. Tal como avançado pelo NOTÍCIAS MAIA.
Paróquia de Silva Escura surpreendida por acolher festival do grupo Blood & Honour


