O apelo público pelo acesso urgente ao medicamento Voranigo já reuniu 8.495 assinaturas, reforçando a mobilização em torno do caso de André Ferreira, doente da Maia que continua à espera de uma resposta para aceder a este tratamento inovador dirigido ao glioma com mutação IDH.
Na petição, os subscritores pedem às entidades competentes a análise e aprovação urgente do acesso e da comparticipação do Voranigo, cujo princípio ativo é o vorasidenib. O documento sustenta que o medicamento representa um avanço relevante no tratamento deste tipo de tumor cerebral, por já ter sido utilizado noutros países e por ter demonstrado capacidade para atrasar a progressão da doença e prolongar o tempo até à necessidade de tratamentos mais agressivos, como quimioterapia ou radioterapia.
O texto da petição refere que os doentes em Portugal continuam sem acesso ao medicamento, numa fase em que o Estado português está ainda a avaliar a sua comparticipação. Os promotores defendem que esta demora está a privar os doentes de uma opção terapêutica que pode ter impacto significativo na evolução da doença e na qualidade de vida.
O caso ganhou especial visibilidade na Maia depois de ter sido tornado público o percurso de André Ferreira, que aguarda acesso ao Voranigo para o tratamento de um tumor cerebral. A família e os apoiantes têm vindo a recorrer a apelos públicos e à divulgação nas redes sociais para aumentar a pressão sobre as entidades responsáveis.
Com a petição agora acima das 8 mil assinaturas, a mobilização ganha nova dimensão e reforça o pedido de uma resposta célere para os doentes que possam beneficiar desta terapêutica.
Petição por medicamento para maiato com tumor cerebral dispara para 2 mil assinaturas



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