A Polícia Judiciária deteve um homem de 43 anos suspeito de vários crimes de violação agravada e violação de domicílio, ocorridos na Maia e em Gondomar, que terão vitimado duas mulheres, incluindo uma menor.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 43 anos, suspeito de vários crimes de violação agravada e violação de domicílio na Maia e em Gondomar, que terão feito pelo menos duas vítimas, entre as quais uma menor de idade. A detenção ocorreu após uma investigação conduzida pela Diretoria do Norte da PJ.
O caso teve origem na denúncia de uma violação de uma menor, que foi abordada quando se deslocava de casa para o ATL, tendo o crime ocorrido na via pública, numa zona pouco frequentada. A partir daí, os investigadores apuraram que o suspeito seguia as vítimas antes de atuar, o que indicava um padrão de comportamento e não um caso isolado.
Segundo a PJ, as diligências permitiram identificar o suspeito e acompanhar os seus movimentos. Nos dias que antecederam a detenção, o homem terá estado a vigiar uma residência em Gondomar onde viviam mulheres jovens, consideradas potenciais alvos.
A detenção ocorreu ao início da manhã desta terça-feira, dia 17 de março, quando o suspeito se preparava para escalar o edifício e entrar na habitação. Foi nesse momento que foi intercetado por inspetores da Polícia Judiciária.
Segundo a investigação, o homem estará ainda relacionado com outras situações de violação e coação sexual ocorridas desde janeiro, envolvendo mulheres jovens que viviam sozinhas ou em apartamentos partilhados. O suspeito acedia às habitações durante a madrugada, escalando fachadas e entrando por janelas ou varandas abertas, onde depois coagiria as vítimas a práticas sexuais abusivas.
Ainda de acordo com a PJ, os crimes provocaram forte alarme social e levaram algumas das vítimas a abandonar as suas casas, devido ao sentimento de insegurança gerado.
O detido, operário da construção civil, tem antecedentes criminais por crimes semelhantes e outros de natureza violenta, tendo já cumprido pena de prisão efetiva. Vai agora ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.


