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PJ fez buscas na Henisa e na residência do sócio-gerente

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Estará em causa um esquema de milhões ao adquirir produtos sem os pagar, vendendo-os depois a preços extremamente baixos a grandes empresas de distribuição criado por um grupo que posteriormente vendia os produtos à empresa maiata. A Henisa Cash&Carry, na Cidade da Maia, terá sido um dos principais clientes do alegado esquema.

O Jornal Notícias avançou que o sócio-gerente foi detido pela PJ, por recetação, a meio da semana passada, juntamente com mais 17 pessoas.

Os prejuízos ao Estado e a empresas superam os dez milhões de euros. O lucro por seu turno estava garantido e era assegurado por grandes revendedores que compravam as mercadorias resultantes das burlas, a preços muito abaixo do custo.

A Henisa, terá adquirido centenas de milhares de euros em bens para revender e, por isso, o seu sócio-gerente, está entre os detidos, por alegado crime de recetação. A PJ fez buscas em sua casa e na Henisa, onde apreendeu vária documentação e múltiplos produtos. O gerente foi libertado, estando obrigado a apresentar-se periodicamente às autoridades, refere a publicação do Jornal de Notícias.

O grupo pagava a pessoas sem qualquer registo criminal para assumirem a titularidade de empresas, abrirem contas em bancos e assinarem cheques. Uma das empresas, a FavoritiCordial, deu o nome à operação da PJ: “Cordial Mente”, refere o jornal.

Estas empresas ficavam no mesmo local pouco mais de dois meses. Tempo suficiente para o grupo comprar dezenas e, por vezes, centenas de milhares de euros em alimentos, maquinaria e eletrodomésticos e pagar com cheques pré-datados a 30 dias, que não tinham cobertura.

Logo que as empresas vendedoras perceberem que tinham sido vigarizadas, fechavam a empresa, destruíam ou transferiam de local toda a documentação e mudavam-se para novas instalações, com outros contactos.

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