Os preços do petróleo registaram uma queda acentuada e os mercados bolsistas recuperaram depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que a guerra no Irão poderá estar praticamente concluída.
Os preços do petróleo desceram esta segunda-feira, dia 9 de março, e as bolsas internacionais recuperaram após declarações de Donald Trump que indicou que o conflito com o Irão poderá estar perto do fim. As palavras do presidente norte-americano provocaram uma inversão nas tendências registadas nos mercados após vários dias de forte instabilidade.
Durante o dia, o petróleo bruto norte-americano, que tinha chegado a subir fortemente durante a noite até cerca de 119 dólares por barril, acabou por cair cerca de 5%, situando-se perto dos 86 dólares. O petróleo Brent também registou descidas superiores a 3,5%, ficando abaixo dos 89 dólares.
A reação foi igualmente visível nas bolsas. O índice S&P 500 terminou o dia com uma subida de 0,83%, depois de ter registado perdas durante a sessão. O Nasdaq Composite fechou com um ganho de 1,38% e o índice Dow Jones recuperou de uma queda superior a 880 pontos para terminar o dia a subir 239 pontos.
Apesar da descida registada após as declarações de Trump, o petróleo continua a apresentar valores significativamente mais elevados do que no início do ano. Desde janeiro, o preço do crude norte-americano aumentou mais de 50%, tendo subido cerca de 30% apenas nos últimos cinco dias.
Nos mercados internacionais, o impacto do conflito também se fez sentir. Na Ásia, o índice Nikkei 225 do Japão registou uma forte queda de 5,2%, enquanto o índice Kospi da Coreia do Sul caiu 6%. Na Europa, o índice Stoxx 600 terminou a sessão com uma descida de 0,6%.
Os preços do gás natural também recuaram, com os contratos negociados em Nova Iorque a registarem uma descida de cerca de 4%. O gasóleo para aquecimento, frequentemente utilizado como indicador para o combustível de aviação, caiu mais de 8%.
Entretanto, ministros das Finanças dos países mais industrializados reuniram-se por videoconferência para avaliar a possibilidade de libertar reservas estratégicas de petróleo com o objetivo de estabilizar os mercados energéticos. Para já, não foi tomada qualquer decisão, embora as autoridades tenham garantido que continuam a acompanhar de perto a evolução da situação.


