A proprietária de um lar na Maia foi condenada a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por maus-tratos a duas idosas entre 2023 e 2024, tendo ainda de pagar dois mil euros a cada vítima e ficando impedida de exercer funções na área.
A proprietária de um lar na Maia foi condenada a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por maus-tratos a duas idosas entre 2023 e 2024, sendo obrigada a pagar uma indemnização de dois mil euros a cada uma das vítimas e ficando proibida de exercer funções relacionadas com o apoio a idosos.
De acordo com o Jornal de Notícias, ficou provado em tribunal que, por ordem da proprietária, o lar reutilizava fraldas usadas como pensos higiénicos para as utentes, recorria a sacos de plástico para o lixo como resguardo de colchões e deixava os idosos “longas horas” sem alimentação, tendo a juíza sublinhado a existência de “falta de empatia e de humanização” na instituição.
A decisão foi proferida pelo Tribunal de Matosinhos que, segundo a CNN Portugal, determinou a suspensão da pena mediante o pagamento das indemnizações às vítimas ou aos seus herdeiros. A arguida, de 62 anos, ficou ainda impedida de frequentar o lar e de desenvolver qualquer atividade ligada à exploração de lares, centros de dia, cuidados continuados ou apoio geriátrico.
O lar onde ocorreram os factos, localizado na Maia, foi igualmente condenado ao pagamento de uma multa de 30 mil euros. Durante a leitura do acórdão, a juíza destacou a ausência de arrependimento por parte da arguida, que optou por não prestar declarações em tribunal.
Ainda de acordo com a CNN Portugal, para a condenação, foram determinantes os testemunhos de uma ex-diretora técnica, de uma ex-funcionária e da filha de uma das idosas, que relataram comportamentos agressivos, agressões físicas e linguagem imprópria dirigida aos utentes. O tribunal considerou estes depoimentos credíveis, destacando que foram prestados de forma espontânea e sem qualquer articulação entre as testemunhas.


