Paulo Rocha contraria o anúncio de candidatura e esclarece que os órgãos locais do PS Maia não enviaram proposta para formalizar uma coligação com o JPP, afirmando que Francisco Vieira de Carvalho é uma imposição que não foi eleita democraticamente.

Na sequência do anúncio da formalização da Coligação “Um Novo Futuro – PS/JPP” para o concelho da Maia, como é obrigatório por lei, o Partido Socialista da Maia, na pessoa do seu presidente, Paulo Rocha, emitiu um comunicado em que esclarece que “é referido que tal Coligação é assumida por proposta dos órgãos locais dos partidos” e que, portanto, “está ferida de exatidão, tendo um propósito enganador grave”.


Paulo Rocha sublinha que “a estrutura do Partido Socialista (PS) a nível local e concelhio assenta nas secções e nas concelhias, conforme definido nos Estatutos do PS. Nesse sentido, os Estatutos do PS definem como órgão locais concelhios a Comissão Política Concelhia, a Mesa da Comissão Política Concelhia, o Presidente da Concelhia e o Secretariado da Concelhia e ao nível das secções a Assembleia Geral e o Secretariado”.

Assim, reafirma que “nenhum dos órgãos locais do PS Maia, referidos acima, apresentaram qualquer proposta à Comissão Política Distrital do Porto com vista à formalização desta Coligação, tendo esta, como é público, sido imposta pela Comissão Política Permanente do PS, em deliberação enviada às estruturas concelhia e distrital e assinada pelo Secretário Geral Adjunto, José Luís Carneiro, pela Secretária Nacional para as Autarquias, Maria da Luz Rosinha, e pelo Secretário Nacional Adjunto para a Organização, Pedro Cegonho, na sequência da avocação do processo eleitoral”.

Sublinha ainda que todo o processo de designação do candidato à Câmara Municipal da Maia pugnou pelo cumprimento do definido nos estatutos do PS tendo “decorrido sempre em articulação com os órgãos distritais e nacionais”. Desta forma, Paulo Rocha estranha as “declarações feitas pelo Candidato à Câmara Municipal por esta Coligação, quando refere que já sabia, pelo Secretário-Geral do PS, que ia ser candidato há mais de um ano”.

“Tais afirmações só podem ser compreendidas como uma reação rápida para fugir ao facto objetivo de ser efetivamente a segunda escolha do PS, tendo sido imposto pela Comissão Permanente e não eleito democraticamente pelos órgãos locais”, pode ler-se em nota enviada às redações.

O líder da bancada parlamentar do PS/JPP, coligação realizada em 2017, afirma a necessidade de emitir “este esclarecimento sublinhando o facto de que nunca, nenhum órgão local do PS Maia, apresentou qualquer proposta com vista à formalização da Coligação “Um Novo Futuro – PS/JPP”.

“Assim, a bem da verdade e da responsabilização dos intervenientes, é fundamental que se reforce que tal proposta, no Partido Socialista, é da responsabilidade da Comissão Política Permanente Nacional, sendo lamentável a tentativa de enganar a opinião pública com o teor do anúncio publicado ontem na imprensa”, termina.

 

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