Por falar em multas, depressa e bem há pouco quem. A EMEM é um exemplo de competência e eficácia do funcionalismo público.

Esta é uma história sobre uma multa. Uma daquelas que apanhamos durante a semana, entre uma reunião e outra. Naquele período de estacionar o carro, descobrir que não se tem moedas no bolso, subir ao escritório e trocar dinheiro.

Cozinca

Poucas vezes se sente tamanha eficiência do serviço público.

Nesta quarta-feira, dia 16 de setembro de 2020, o ano da pandemia Covid-19, entre aquelas horas depois de almoço em que o pâncreas produz insulina, a prova de que o funcionalismo público é eficaz e não se deixa afetar pela sonolência típica da conversão dos alimentos em açucares, fez-se sentir em forma de multa.

Hoje em dia é um risco não se andar com algumas moedinhas no bolso. Eu, por exemplo, fui tramado porque deixei alguns três euros em cima da mesa da sala quando saí à pressa para ir levantar o material de fotografia. Diria o Estado, em toda a sua magnificência, que poderia ter sacado a App. Ela até está disponível para Android e IOS.

Entre ter o telefone a ganir por mais de €3,99 antes de me cortar os dados e ir trocar uma notinha de cinco eurinhos por umas moedinhas, lá se aproveita para tomar aquele expresso. É nestes momentos de distração que somos apanhados. A natureza encarregou-se de fazer evoluir os predadores para sentirem a vulnerabilidade.

Já mais recomposto pela cafeína e com a força de ter umas moedas no bolso, símbolo contemporâneo de liberdade e irreverência (foi para isto que se fez o 25 de abril), caminho para o carro para encontrar a derradeira satisfação com o trabalho do Estado.

Ali estava ela. A multa. Passada pela empresa de estacionamento da Câmara Municipal.

Imbuído em felicidade por perceber quão bem são investidos os meus impostos, olho para o céu e sinto a benção do Estado em mim. Esta percorre o meu cabelo, o pescoço, desce pelo meu tronco e entra-me diretamente no bolso. A frio. Está consumado.

Abençoado Estado, sempre no meio de nós.

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