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Paulo Colaço é uma cara conhecida para muitos maiatos. Pode não lhe associar este nome mas a verdade é que hoje falamos do vendedor de castanhas que para todas as tardes ao lado do Fórum da Maia. O NOTÍCIAS MAIA foi conhecer a sua história.

Este é o rosto que, desde 2015, trouxe à Maia um concerto tão português: a venda de castanhas assadas nas ruas. De segunda a sexta, durante a tarde, à dúzia ou meia dúzia, pode sempre passar pelo metro do Fórum Maia e aproveitar para comer umas castanhas acabadinhas de assar. Se por lá já passou, certamente foi recebido com a simpatia do Paulo, o “senhor das castanhas”.

Nonna Vespa

A paixão pelas castanhas começou bem cedo, com o seu avô. Paulo conta que, ainda criança, já acompanha o avô na venda de castanhas na Feira da Golegã, perto de Santarém, onde nasceu. Conta-nos que o avô morreu quando tinha apenas 8 anos e que acabou por não aprender como cultivar esta arte.

Assim, apesar de ser uma paixão antiga, a sua vida não passou sempre por vender castanhas. Paulo tem 50 anos e vive atualmente em Rio Tinto. Trabalha há muitos anos nos correios e, aquando da crise em 2012, sentiu necessidade de ganhar mais algum dinheiro.

Foi nessa altura que reavivou a arte que o seu avô aprendeu na Tropa. Mas desta vez, quem lhe reavivou a memória foi o Agostinho, um grande amigo que vende em Custóias.

Paulo ainda parou noutros lugares mas, por volta de 2015, a convite de António Bragança Fernandes, mudou-se para a Maia. Desde então, há mais de cinco anos que brinda os maiatos com um sorriso, embora agora disfarçado com a máscara, e com a dúzia de castanhas quentinhas a 2 euros.

Além deste trabalho sazonal, mais ou menos de setembro a dezembro, e do trabalho noturno que faz nos Correios, no verão, Paulo também vende bolas de Berlim na praia. Uma ideia que a esposa achou inicialmente disparatada mas que faz as delícias dos banhistas da praia de Mindelo.

Apesar da pandemia, conta que a venda de bolas de Berlim correu até muito bem. Também nas castanhas, a quebra não é muito significativa. O pior foi mesmo não poder marcar presença nas feiras medievais e nos magustos das escolas.

Vende entre 5 a 10 quilos todas as tardes. Sobre a importância dos fornecedores, Paulo afirma que esta castanha é nacional e garante que a qualidade é crucial, isto porque, se não for boa, as pessoas já não voltam. Mas a verdade é que aqui, voltam. E enquanto entrevistamos o Paulo, foram várias as pessoas que por aqui pararam.

A disposição e a alegria com que nos recebeu não nos deixa grandes dúvidas, ainda assim, questionamos o Paulo sobre a maior dificuldade deste trabalho. A resposta? Uma gargalhada e a pronta garantia de que “gosto mesmo muito disto”.

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