NOTÍCIA DE 1 DE ABRIL e, na verdade, humorística. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reuniu-se em absoluto segredo com o presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, e o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, para discutir a possível utilização do Aeródromo de Vilar de Luz como alternativa estratégica à Base das Lajes, num projeto que poderá ultrapassar os mil milhões de euros.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reuniu-se em absoluto segredo com o presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, e o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, para discutir a possível utilização do Aeródromo de Vilar de Luz como alternativa estratégica à Base das Lajes, num projeto que poderá ultrapassar os mil milhões de euros. O encontro teve lugar na manhã da passada quarta-feira, dia 25 de março, na Maia, tendo os participantes chegado em viaturas descaracterizadas, acedendo discretamente ao edifício através do parque de estacionamento subterrâneo da autarquia.
O encontro, que não estava previsto tornar-se público, decorreu sob um apertado mas discreto dispositivo de segurança, com acesso altamente condicionado e presença de equipas de proteção norte-americanas e portuguesas. A reunião terá tido lugar nas instalações da Câmara Municipal, longe de olhares públicos, e sem qualquer comunicação oficial.
O NOTÍCIAS MAIA teve acesso exclusivo ao conteúdo da reunião, através de várias fontes bem posicionadas, revelando que está em estudo a transformação do Aeródromo de Vilar de Luz numa infraestrutura de apoio militar dos Estados Unidos em território continental português. A proposta surge como alternativa à Base das Lajes, nos Açores, reforçando a presença estratégica norte-americana na Europa.
De acordo com a mesma fonte, a reavaliação de localizações para operações militares norte-americanas terá sido também influenciada por preocupações logísticas e operacionais associadas à envolvente da atual infraestrutura nos Açores. Em particular, terá sido transmitido que o presidente Donald Trump manifestou reservas quanto à proximidade de explorações pecuárias junto à base, considerando que tal contexto poderia comprometer as condições devido aos odores indesejáveis, tanto para equipamentos como para o pessoal militar.
Segundo uma segunda fonte, o projeto prevê a expansão significativa da pista para permitir a operação de aeronaves militares de grande dimensão, incluindo aviões de transporte estratégico e reabastecimento aéreo, bem como a necessidade de construção de um pipeline proveniente de Espanha, tirando partido dos baixos custos no fornecimento de combustível.
Estará igualmente em análise a construção de hangares técnicos, zonas de manutenção e armazenamento, bem como edifícios de comando e controlo. A mesma fonte refere ainda que, entre as condições colocadas pelas autoridades norte-americanas, está a intenção de não recorrer a empreiteiros portugueses para a execução das infraestruturas rodoviárias associadas ao projeto, justificando esta posição com o alto estado de degradação das estradas na região, apontado os vários buracos como indicador de insuficiente qualidade e durabilidade das obras realizadas.
O plano deverá incluir ainda a criação de infraestruturas de apoio como áreas de alojamento para militares, centros de comunicações seguras, sistemas avançados de vigilância e defesa, depósitos de combustível e um perímetro de segurança reforçado com controlo de acessos e monitorização permanente. De acordo com a informação passada ao NOTÍCIAS MAIA, o projeto poderá também contemplar a instalação de cadeias de restauração norte-americanas, assim como a criação de lojas de conveniência com venda de artigos associados ao mercado norte-americano de armas. Adicionalmente, e de forma ainda preliminar, terá sido mencionada a vontade de construção de uma Trump Tower no centro da cidade, alegadamente a pedido da primeira dama norte-americana, para dinamizar o turismo e o movimento noturno.
A proposta deverá agora subir ao nível do Governo português, onde será avaliada do ponto de vista político, estratégico e legal. Qualquer avanço dependerá de um conjunto de procedimentos formais, incluindo a aprovação em Conselho de Ministros, a articulação com o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como eventuais negociações bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos.
Do ponto de vista administrativo e técnico, a transformação numa base militar implica ainda um processo complexo de licenciamento e adaptação, que poderá envolver estudos de impacto ambiental, revisão de instrumentos de ordenamento do território, reforço das infraestruturas de segurança e certificações aeronáuticas específicas para operações militares. Poderá também ser necessária a definição de um estatuto jurídico próprio para a utilização da infraestrutura por forças estrangeiras, enquadrado em acordos de cooperação e defesa.
Outras fontes, contactadas pelo NOTÍCIAS MAIA, admitem, contudo, que a complexidade dos procedimentos e a morosidade administrativa poderão prolongar significativamente os prazos, sendo apontado, de forma indicativa, um horizonte que poderá estender-se por várias décadas, dependendo de fatores como eventuais contestações públicas, processos legais ou constrangimentos dos técnicos responsáveis pelo projeto que venham a surgir.
Nesse contexto, um membro da comitiva norte-americana terá comentado que não deposita grande expectativa no cumprimento célere dos prazos de licenciamento, observando que, pela sua experiência, em Portugal, os processos administrativos tendem a desenvolver-se com uma cadência particularmente lenta. Foi apontado, de forma indicativa, um horizonte que poderá estender-se por várias décadas, apenas para a aprovação do projeto, dependendo de fatores como eventuais contestações públicas ou constrangimentos do foro pessoal dos técnicos responsáveis pelo projeto.
Durante o encontro, os participantes terão almoçado no próprio edifício, com serviço de catering assegurado por um conhecido restaurante local, evitando qualquer exposição pública. Segundo fonte presente, a refeição incluiu empada de camarões, vitela com cogumelos, espera-maridos e uma vichyssoise que reuniu consenso à mesa, tendo a fatura do almoço sido assumida por JD Vance, num gesto descrito como informal.
A presença de JD Vance na zona foi inicialmente anunciada pela comunicação social, dado que a aeronave que transportou o vice-presidente americano esteve estacionada numa zona reservada do aeroporto Francisco Sá Carneiro, localizado na Maia, sob vigilância reforçada, com patrulhamento regular e um dispositivo de segurança visível. No entanto, até agora não se sabia o propósito da visita.
Apesar da dimensão do projeto e das implicações estratégicas, não foi, até ao momento, emitida qualquer confirmação oficial por parte das autoridades portuguesas ou norte-americanas. No entanto, os contactos deverão prosseguir nas próximas semanas, podendo este vir a ser um dos maiores investimentos militares estrangeiros em território nacional das últimas décadas.
Contactados pelo NOTÍCIAS MAIA, nenhum dos envolvidos prestou qualquer esclarecimento, tendo todos garantido, com igual convicção, que se tratam de “mentiras absurdas” e “sem qualquer fundamento”, numa coincidência rara que, ainda assim, não trouxe mais luz ao assunto, acrescentando ainda que “jornalistas a sério” não se dedicam a este tipo de abordagens nem provocam este tipo de incómodos ao dia 1 de abril.



1 comentário
Brincalhões. Hoje é dia das mentiras.