O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a extradição de uma advogada brasileira que morava na Maia há cerca de três anos, para cumprir uma pena de 25 anos no Brasil por encomendar a morte do companheiro, em 2019.
O Supremo Tribunal de Justiça decidiu confirmar a extradição de uma advogada de 50 anos e residente na Maia, que está condenada no Brasil a 25 anos de prisão por envolvimento no homicídio do companheiro, em 2019. A decisão surge após um recurso apresentado pela própria, que alegava correr perigo se regressasse ao país de origem, de acordo com o News Now.
Detida em agosto pela Polícia Judiciária, a advogada tentava evitar a extradição, alegando perante os juízes que a sua vida está em risco no Brasil e que também familiares terão sido ameaçados. A mulher encontra-se em prisão domiciliária e vive em Portugal há três anos, acompanhada da filha, de 21 anos, e de um companheiro português. Na Maia, dedicava-se à venda de bolos e alegou obter um rendimento mensal de cerca de dois mil euros.
O caso remonta a 28 de setembro de 2019, no estado de Rio Grande do Sul, onde o Tribunal de Vacaria concluiu que a advogada mandou matar o companheiro, então com 33 anos. O homem foi emboscado, levado à força para uma plantação em Campestre da Serra, agredido, torturado, amarrado e assassinado com vários disparos. O corpo foi encontrado duas semanas depois numa zona de vegetação. Um dos autores materiais do crime foi condenado a 29 anos de prisão.
No recurso apresentado ao Supremo, a advogada alegou falta de “igualdade de armas” durante o julgamento no Brasil, referindo sentir-se fragilizada e em risco de suicídio, argumentos que, segundo a decisão, não foram considerados suficientes para travar a extradição. Também segundo o News Now, o advogado confirmou que pretende apresentar novo recurso para o Tribunal Constitucional e contestar a decisão.
Mulher condenada por crime brutal no Brasil morava na Maia e arrisca expulsão


