Tom Cruise, de 63 anos, recebeu no domingo, 16 de novembro de 2025, um Óscar honorário nos Governors Awards, colocando‑se finalmente entre os laureados da Academia e aproveitando o momento para destacar que “fazer filmes não é o que faço, é quem eu sou”.
Tom Cruise, de 63 anos, foi premiado com um Óscar honorário no passado domingo, durante a 16.ª edição dos Governors Awards, realizada no The Ray Dolby Ballroom, em Los Angeles. A distinção foi entregue pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) e intitulada “Academy Honorary Award”.
Ao receber o prémio, Cruise expressou que o cinema serviu-lhe de porta para o mundo: “Lembro‑me daquele feixe de luz a atravessar a sala, e de olhar para cima e ver a imagem explodir no ecrã. De repente, o mundo era muito maior do que o que eu conhecia”.
O ator já tinha sido nomeado quatro vezes para os Óscares competitivos: Melhor Ator por Born on the Fourth of July (1989) e Jerry Maguire (1996), Melhor Ator Secundário por Magnolia (1999) e como produtor de Top Gun: Maverick (2022).
A cerimónia reconheceu ainda outras personalidades: Debbie Allen, atriz, produtora e coreógrafa, recebeu também um prémio honorário; Wynn Thomas, designer de produção pioneiro, foi homenageado; e Dolly Parton recebeu o Prémio Jean Hersholt pelo seu trabalho humanitário, embora não tenha estado presente no evento.
Durante o seu discurso, Cruise destacou a união que o cinema proporciona: “Naquela sala de cinema rimos juntos, sentimos juntos, temos esperança juntos, e esse é o poder desta forma de arte”.
O realizador mexicano Alejandro G. Iñárritu, que apresentou o prémio, sublinhou que “este pode ser o seu primeiro Óscar, mas pelo que vi e experimentei, não será o último”.
A distinção surge num momento onde Cruise continua a manter actividade intensa, com projectos de grande visibilidade e papéis de destaque em franquias como Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One e com novo filme anunciado para 2026.
A entrega dos Governors Awards não é televisiva, o que confere ao evento um carácter mais íntimo e centrado na indústria, facto que é sublinhado por muitos como sendo um barómetro antecipado dos próximos Óscares competitivos.


