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Os colaboradores pedem aumentos salariais e reforço de pessoal. CTT garantem que não faltam colaboradores no quadro e que vão ser pagos prémios aos trabalhadores.

Os trabalhadores dos Correios de Portugal estão em greve durante três dias. A paragem começa hoje, 30 de novembro, e prossegue nos dias dois e três de dezembro.

Cozinca

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vítor Narciso, antecipou que a greve deverá ter um grande impacto no atendimento e no tratamento e distribuição de correspondência.

O objetivo desta ação de luta é que “seja reposta a normalidade nos CTT em termos de contratação coletiva e de qualidade do serviço público que é prestado à população, que é cada vez pior, com os atrasos a aumentar na distribuição de correspondência”. Os trabalhadores pedem aumentos salariais e reforço de colaboradores para o serviço postal, distribuição e chefes de estação.

Vitor Narciso lembrou que o processo negocial se arrastou desde o início do ano e acabou sem qualquer acordo, já em fase de conciliação do Ministério do Trabalho, com a empresa a alegar falta de liquidez para os aumentos salariais.

“A empresa disse que não tinha dinheiro, mas pouco depois distribuiu prémios, com critérios subjetivos, e antecipou o pagamento do subsídio de Natal, parece que o problema não seria a alegada falta de liquidez, mas sim a falta de vontade de aumentar os salários”, afirmou, na altura.

Na passada sexta-feira, em comunicado, a Associação Nacional dos Chefes de Estação dos Correios (ANCEC) manifestou a sua total discordância e incompreensão em relação à greve geral considerando-a “totalmente inoportuna” e que “em nada vem contribuir para a união dos profissionais dos CTT”

A Associação Nacional de Responsáveis de Distribuição (ANRED), por seu turno, considerou que a paralisação “mais uma vez, tem na sua base motivações estritamente ideológicas e políticas” e referiu que, nas atuais condições, é “oportunista e lesiva dos interesses dos trabalhadores”.

Os CTT já tinham condenado a greve devido à data escolhida, garantindo que não faltam colaboradores no quadro e que vão ser pagos prémios aos trabalhadores.

Adesão à greve nos CTT é de 75% no turno da noite em Lisboa e Porto

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), adiantou à Lusa que a adesão à greve nas centrais de correio de Lisboa e Porto foi de 75%, tendo sido contabilizados 147 trabalhadores.

A greve dos CTT abrange a distribuição postal e a rede de atendimento e prolonga-se até quinta-feira.

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