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Vamos taxar as máquinas de costura?

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Bastante se tem falado nos últimos dias, nos órgãos de comunicação social, da “Lei da Cópia Privada”.

Ao que parece, a partir de agora, dispositivo ou suportes que disponha de qualquer tipo de memória, serão taxados, por ser entendido que uma vez que o suporte em questão permite gravar conteúdos, o seu utilizador poderá lá arquivar, por exemplo, filmes ou músicas, retirados da internet (ilegalmente),sendo que a taxa servirá para compensar os autores.

Vejamos então o seguinte:

1)     Se eu adquirir um disco externo, porque simplesmente tenho necessidade de ir fazendo cópia dos arquivos que tenho no meu computador, pago uma taxa que irá em parte para a Sociedade Portuguesa de Autores. Neste caso, se apenas arquivar os meus documentos pessoais, o autor sou eu próprio.

2)     Ao adquirir um Tablet novo, irei pagar uma taxa em função da memória do mesmo. Se decidir comprar um E-Book, coisa perfeitamente legal, pagarei o valor do mesmo (sendo que parte do valor deverá ir para o autor, e se não for é um problema que é dele e da forma como negociou as suas comissões).

3)     Ao adquirir ou alugar uma box de uma qualquer operadora de televisão, se a mesma tiver a capacidade para gravar, pagarei uma taxa sobre isso. Essa box servirá para eu gravar a emissão de TV, cujas devidas taxas já estão naturalmente pagas e os autores já deverão ter recebido algo pelo material difundido.

Durante toda a minha vida, discordei avulsas vezes de governos apoiados pelo partido do qual sou dirigente, e este é claramente um dos casos.

A Lei olha automaticamente para mim como alguém que irá prevaricar e fazer cópias ilegais de conteúdos protegidos pela Lei dos Direitos de Autor.

Se eu fosse dirigente da Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal, pediria ao governo que legislasse no sentido de taxar as máquinas de costura, uma vez que o seu proprietário, poderá copiar ilegalmente as roupas produzidas pelo sector.

Pedro Miguel Carvalho

Blogger; Vice-Presidente da JSD Maia

 

 

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Pedro Miguel Carvalho

Pedro Miguel Sousa Carvalho, nasceu a 22 de Maio de 1989, no município da Maia, Distrito do Porto. Desde cedo demonstrou o gosto pela escrita, pela política e pelo serviço em prol dos outros. Durante o seu percurso educativo, foi suplente do representante dos alunos no Conselho-Geral e Coordenador da Comissão de Alunos de Apoio ao Ensino Recorrente Nocutrno na Escola Secundária da Maia. Exerceu também funções como Conselheiro Municipal da Juventude como representante da Escola Dramática e Musical de Milheirós, instituição onde teve aulas de Formação Musical,Piano, Guitarra, Canto, Orquestra e Teatro. Fez parte de várias direcções de campanha, nomeadamente em 2006 na campanha presidencial do Professor Aníbal Cavaco Silva, e nas últimas autárquicas na Maia. É actualmente Vice-Presidente e Coordenador do Gabinete de Formação e do Gabinete de Estudos de Assuntos Sócio-Económicos da Comissão Política Concelhia da Maia da Juventude Social Democrata. É tabmém Conselhero Regional do Porto da mesma juventude partidária. Foi aluno da 10ª edição da Universidade de Verão, organizada anualmente pela Juventude Social Democrata em parceria com Partido Social Democrata, Partido Popular Europeu e Instituto Francisco Sá Carneiro. Desde 2011 é cronista fixo do Jornal Maia Hoje. Em 2013, integrou o núcleo fixo do blog "Psicolaranja"

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