Conheça o testemunho de Sérgio Marques, professor de educação física, à saída da vacinação contra a Covid-19.

Sérgio Marques é professor de educação física no Colégio Externato Imaculada Conceição e já tomou a 1ª dose da vacina contra a Covid-19.

Cozinca

A vacinação dos professores e auxiliares do pré-escolar arrancou no dia 27 de março e o NOTÍCIAS MAIA foi conhecer o testemunho deste docente de 40 anos.

Sérgio Marques acredita que a vacinação é um passo importante para a segurança dos alunos na escola e espera que esta ação impeça novos fechos de escolas. Questionado sobre a suspensão temporária da administração da vacina da AstraZeneca, a mesma que recebeu, o professor garante não se sentir inseguro.

Notícias Maia (NM) Qual é a sensação de receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19?

Sérgio Marques (SM): Acho que é um passo importante para a segurança dos alunos na escola. Tendo em conta que as crianças entre si, até aos 14 anos, têm um fator de transmissão muito baixo, portanto se nós professores e auxiliares estivermos vacinados, é um fator de segurança para toda a população escolar.

NM: Fez sentido trazer os profissionais da educação para uma fase mais inicial da vacinação?

SM: Seguindo esta linha de raciocínio, sim, porque é para a segurança das crianças. Para a nossas segurança, dos professores e auxiliares, acho que não faria sentido. Mas para não termos de encerrar novamente escolas por casos positivos de adultos que lidam com elas, faz sentido neste momento. Por outro motivo algum não faria, porque, por exemplo, a minha mãe ainda não foi vacinada. E, de outra forma, deveria ser vacinada antes de mim, com certeza.

NM: E como correu o processo de vacinação? Foi rápido?

SM: Sim, foi bastante célere. As coisas estão bem organizadas. Somo encaminhados desde a sala de espera até à vacinação e, posteriormente, para a guardarmos o tempo necessário antes de irmos para casa. Todo o processo é bastante linear e os cuidados estão sempre a ser tomados pelos profissionais que aqui estão.

NM: Já foi convocado para tomar a segunda dose da vacina?

SM: Sim, tenho aqui no cartão. Tenho ideia que será dia 19 de junho. São cerca de 12 semanas, por isso, até lá, espero que as coisas melhorem. Eu virei tomar a segunda dose, assim como os meus colegas, para assegurar que as crianças nas escolas estão seguras.

NM: A suspensão temporária da administração da vacina da AstraZeneca deixa-o mais inseguro?

SM: Não, de maneira alguma. Eu olho para os números e vejo que na quantidade de doses administrada a nível mundial, as pessoas que tiveram efeitos mais dramáticos representam uma percentagem muito baixa. Em qualquer medicamento ou vacina há percentagens idênticas ou mais elevadas. Acho que houve um alarmismo e percebe-se, porque realmente esta e as outras vacinas contra a Covid-19 estão sob um escrutínio muito maior. Por isso a mim não me afeta. Ainda bem que está disponível e ainda bem que se voltou atrás porque assim podemos aumentar a percentagem em vacinados em Portugal e caminhar para o retornar de uma certa normalidade.

NM: E daqui para a frente há mais segurança em fazer o seu trabalho? Os cuidados mantêm-se?

SM: Vou continuar com todas as medidas porque os estudos sobre as vacinas ainda não todos novidade e, para a minha segurança e a dos meus alunos, vou manter todos os cuidados. Vou continuar a usar a máscara, a higienizar os materiais das aulas e a manter o máximo de distanciamento entre os alunos, dentro de uma convivência saudável para eles, que também é importante.

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