O crescimento da afluência aos espaços com animais na Área Metropolitana do Porto está a dar novo destaque ao Zoo da Maia, que se assume como o parque zoológico do concelho e como um equipamento de proximidade com peso crescente na oferta local de lazer e educação ambiental. Num momento em que o Zoo Santo Inácio e o Sea Life Porto registam máximos de visitantes e em que o interesse do público internacional também aumenta, a Maia mantém uma presença própria neste universo, com um espaço orientado para famílias, escolas e contacto direto com a natureza.
Localizado no centro da Cidade da Maia, o Zoo da Maia reúne mais de 330 animais de 110 espécies diferentes e o espaço integra o maior reptilário do país, a “Esqueletolândia”, além de acolher demonstrações de voo livre com aves de rapina, um dos momentos mais reconhecidos da experiência de visita.
A dimensão pedagógica é um dos traços mais claros do espaço. O site oficial do Zoo da Maia promove visitas de grupo e visitas escolares com marcação prévia, bem como atividades pedagógicas complementares e colónias de férias para crianças dos 6 aos 14 anos. Segundo a própria instituição, essas colónias incluem um programa pedagógico centrado na sensibilização animal e na conservação das espécies.
Também a programação regular mostra essa aposta. A demonstração de voo livre é apresentada pelo zoo como uma atividade pedagógica, interativa e lúdica, permitindo observar aves diurnas e noturnas em liberdade de ação. De acordo com os horários publicados pela instituição, as sessões decorrem diariamente, com reforço ao fim de semana durante o horário de verão.
O perfil do público que visita o Zoo da Maia ajuda a perceber a sua importância no território. Em 2021, o Notícias Maia noticiava que mais de 85 por cento dos visitantes do espaço não eram residentes no concelho, um indicador de atração para lá da população local e de impacto na dinâmica da cidade. O mesmo artigo apontava que o zoo trazia diariamente centenas de pessoas à Maia.
Para além da função de lazer e educação ambiental, o espaço tem sido também apresentado como local de acolhimento e recuperação de animais vindos de contextos adversos. Destaca-se o caso da leoa Savannah, resgatada de um circo em França pela AAP, bem como o do leão Gondar, encontrado em Espanha em condições precárias, ambos posteriormente transferidos para o Zoo da Maia após um processo de reabilitação. Em 2024, em declarações ao jornal Notícias Maia, a técnica Paula Telinhos explicou então que a transferência exigiu garantias rigorosas sobre as condições de acolhimento e segurança.
A própria estratégia do parque aponta para evolução e investimento. Na página de apadrinhamentos, o Zoo da Maia refere estar “em transformação”, com novos projetos, ideias e desafios orientados para o bem-estar dos animais, a conservação da biodiversidade e a melhoria do espaço.
Num contexto em que os grandes espaços zoológicos e aquários da região batem recordes, o Zoo da Maia destaca-se por outra via: a da proximidade. Com preços diferenciados para residentes da freguesia e do concelho, marcação de escolas e grupos, atividades pedagógicas, festas de aniversário e colónias, o parque construiu um modelo assente na ligação direta à comunidade e na formação de públicos desde a infância.


