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Há 20 anos que as escolas do país, públicas e privadas, são ordenadas pelas classificações médias dos alunos.

Cozinca

Estes rankings, visíveis, debatidos em todos os meios de comunicação social atraem sobre si as atenções para uma suposta qualidade da Educação em Portugal.

Pese embora termos evoluído para rankings que atendem ao contexto socioeconómico (apenas no caso das escolas públicas), estes estudos de contexto, que podem ajudar a explicar as classificações obtidas, esbatem-se.

Os inúmeros comportamentos e transformações que temos vindo a assistir entre os diferentes agentes que intervêm no ensino não são devidamente considerados nesta “lista classificatória”. 

A análise destes rankings numa lógica de competição, sem que sejam incluídos inúmeros elementos de ponderação, poderá conduzir a uma tendência para a valorização das notas que, por sua vez, leve a métodos de ensino focados no desempenho em prejuízo de uma diversidade de competências que queremos ver trabalhadas nas escolas. A escola de hoje deve ultrapassar os muros do espaço tradicional de aprendizagem e adaptar-se às necessidades de cada aluno sob a orientação atenta e motivada do professor, criando e implementando projetos que, não priorizando a cultura das notas, pretendam, sobretudo, despoletar o desenvolvimento de competências como a criatividade, o espírito crítico, o pensamento abstrato, a curiosidade, a gestão socioemocional, a capacidade de autonomia e iniciativa, o gosto pela leitura, pela música e pelas expressões.

O contexto atual veio, aliás, fazer-nos entender que é urgente esta alteração de paradigma que tenha como objetivo abraçar o conhecimento que a escola pode proporcionar às crianças, mas que siga um processo imparável e contínuo de mudança que pretenda entender e valorizar as especificidades dos alunos e professores, onde educar se torne uma responsabilidade de todos.

No caso do município da Maia, a média situa-se no 14,15 quando analisados todos os contextos. Uma palavra de destaque para a posição em 20º lugar no ranking do Colégio Novo da Maia e para o ranking de superação, que é calculado “com base na diferença entre a média que a escola tem nos exames e aquela que seria de esperar tendo em conta o seu contexto”, consideravelmente alto nas Escolas Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho e Básica e Secundária de Águas Santas.

Parabéns aos nossos alunos, parabéns aos nossos professores, parabéns aos nossos assistentes operacionais e técnicos, parabéns aos nossos pais e encarregados de educação que, nestes dois últimos dois anos letivos, se superaram na busca de soluções para os inúmeros imponderáveis que surgiram.

É esta competência de reinvenção e de flexibilidade de pensamento e de atuação que, enquanto agentes facilitadores, procuramos, de forma contínua, proporcionar Aos alunos das escolas do concelho da Maia quando implementamos projetos, sejam eles de beneficiação do espaço físico ou de trabalho direto com quem “vive” na escola.

Contribuir para o desenvolvimento das “ferramentas de navegação” que orientem os alunos na busca do seu próprio percurso rumo ao futuro cada vez mais complexo e mais volátil.

É este pensamento que nos move: preparar os alunos maiatos para se destacarem num mundo competitivo e incerto, com o foco na construção de um mundo melhor. 

Emília Santos

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