É no Porto que esta tendência é mais sentida, com 91% dos portugueses que residem e trabalham no Porto a mostrarem disponibilidade para trabalhar remotamente a partir de outro município.

Em Portugal, 89% dos profissionais mostram-se disponíveis para trabalhar remotamente a partir de um município diferente daquele em que vivem agora, caso a oportunidade surgisse e encontrassem as condições ideias nesse local. A conclusão é de um estudo da Bloom Consulting Portugal.

Cozinca

“Estes dados são reveladores dos efeitos da pandemia no estilo de vida e na forma como os portugueses olham para a sua atividade profissional, uma visão que não se limita a um pequeno ajuste conforme as regras, restrições e necessidade de adaptabilidade em certos momentos desta situação em que vivemos, mas sim a uma profunda mudança que influenciará as decisões de onde viver, onde trabalhar e, acima de tudo, a exigências aos executivos locais para que os locais onde vivem e trabalham correspondam às novas expetativas”, comenta Filipe Roquete, diretor-geral da Bloom Consulting Portugal, citado em comunicado enviado às redações.

A pandemia alterou a forma como encara o trabalho e a forma como vive?

37% dos portugueses afirma que a pandemia mudou completamente a forma como encaram o trabalho e como vivem as suas vidas, 47% afirmou que apesar de sentirem esta mudança, não o fazem de forma tão radical, sendo este impacto definido como parcial. Para 14% dos cidadãos nacionais, a forma como olham para o trabalho e o seu estilo de vida não foi afetada significativamente pela pandemia, sendo que 2% não consegue ainda medir este impacto.

Como preferia trabalhar no futuro?

Não se pode falar numa diferença significativa nas tendências quando comparadas geografias ou géneros, no entanto percebemos que o desejo de um modelo híbrido de trabalho (escritório + trabalho remoto) é mais proeminente entre os grupos etários mais jovens, entre os 18 e 24 anos, entre os 25 e 34 anos e entre os 35 e 44 anos, sendo que as gerações acima dos 45 se mostram mais resistentes a esta nova tendência laboral.

Ainda no âmbito do trabalho, um dos dados mais importantes retirados deste estudo é que 89% dos trabalhadores portugueses se mostram disponíveis para trabalhar remotamente a partir de um município diferente daquele em que vivem agora caso a oportunidade surgisse e encontrassem as condições ideais nesse local, sendo que no distrito do Porto, este número ascende aos 91%.

Ainda segundo a conclusão do estudo, 73% dos inquiridos afirma que não quer ter um trabalho 100% presencial.

Em relação às espectativas específicas destes trabalhadores, poder-se-á dizer que há também uma grande vontade para que se mude o paradigma, com apenas 23% a afirmar que gostaria que o seu local de trabalho voltasse exatamente ao que era antes do período da pandemia

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