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O NOTÍCIAS MAIA conheceu uma das responsáveis por manter estar tradição viva na Maia.

A Maia é um concelho cheio de tradições e as Broinhas da Páscoa são uma delas. Sabe do que estamos a falar? Se não souber, contamos-lhe agora um bocadinho aquela que é a tradição desta iguaria maiata nos tempos que correm.


Para apresentar a história na primeira pessoa, o NOTÍCIAS MAIA foi ao encontro de Beatriz Braga, também conhecida como Beatriz do Cavaco. Maiata de nascença e costureira de profissão, a dona Beatriz, com 70 anos, mantém esta tradição viva com a receita que pediu à prima da sua mãe, conhecida carinhosamente por Detinha do Ramalhão.

Foi há cerca de 10 anos que, para angariar fundos para o Lar de Nazaré, a dona Beatriz pediu à sua tia-avó a receita de família das Broinhas da Páscoa tipicamente maiatas. Conta-nos que a sua mãe nunca se interessou pela receita e que, com a tia-avó já velhinha, a receita ia perder-se. Ao contrário de Beatriz, que coze estas broas todos os sábados para distribuir pelo seu círculo de amigos mais próximo, a tia-avó fazia-o como uma profissão. Todos os dias andava de porta em porta com a cesta das broas na cabeça ou do braço para as vender.

Curiosamente, antes de agarrar esta receita, a dona Beatriz nunca foi muito dedicada à cozinha. Algo que mudou já aos 60 anos quando abraçou esta receita.

Uma receita tipicamente Pascal

Beatriz conta-nos que antigamente esta era uma receita tipicamente Pascal mas que, agora, há quem a faça todo o ano.

Questionada sobre a longevidade desta tradição, a dona Beatriz lembra uma maiata que morreu há poucos anos, já com 100 anos, e que era uma as pessoas a cozer estas broinhas da Páscoa maiatas.

A receita, essa vai mudando de família para família, mas esta sabemos que leva farinha, leite, limão, camela, ovos e também “muito amor e carinho”. Um ingrediente que a dona Beatriz considera “muito importante”.

Mas para fazer estas maravilhas, além de um segredo que não conseguimos descobrir, a dona Beatriz tem muito trabalho. Para ter as broas prontas ao meio da manhã, explica-nos que às cinco da manhã já está a amassar. Ainda assim garante: “Nunca tenho preguiça de me levantar da cama cedo para fazer as broinhas”.

Beatriz não sabe ainda a que vai passar esta receita mas o mais provável é que seja “à nora ou a uma sobrinha”. “Não sei como vai ser quando eu já não as puder fazer”, desabada.

O futuro a Deus pertence mas a verdade é que a antecessora da receita manteve a tradição até depois dos 80 anos.
Para já, a saborosa tradição está segura nas mãos da dona Beatriz.

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