A Pandemia de Covid-19 invadiu a nossa realidade sem pedir licença e, inevitavelmente, deixou muitos de nós com medo e com receio daquilo que é incerto. Não conhecíamos nem conhecemos ao certo este vírus e ainda assim teremos de nos adaptar e aprender a viver com ele.

No meio destes números diários de pessoas infetadas, de casos recuperados e de óbitos, existe um número que será difícil de calcular e que diz respeito a todos aqueles que se sentem cada vez mais ansiosos e que vêm o medo condicionar os seus pensamentos diariamente.

A saúde mental tem sido uma preocupação constante, quer para a Organização Mundial de Saúde, quer para a nossa Direção-Geral da Saúde.

No fim de Março, a OMS avisava que o “reforço dos cuidados de saúde mental durante a pandemia da Covid-19 é essencial para dar resposta a necessidades emergentes e inevitáveis, associadas à deterioração do bem-estar psicológico”.

Em Portugal, e no sentido de disponibilizar rapidamente informação que possa ajudar nestes casos, foi criado um microsite dedicado à saúde mental dentro do covid19.min-saude.pt.

Nesta plataforma os cidadãos podem encontrar aconselhamento sobre como agir “se se sentir muito angustiado ou perturbado”. Saiba que, no caso de sofrer de algum problema de saúde mental, essas dificuldades podem ser aumentadas. As autoridades de saúde dizem-lhe que, se achar que não está a conseguir gerir toda essa carga emocional, procure o seu Médico de Família ou o Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região. Não é demais avisar que esse contacto deverá ser feito preferencialmente por telefone e não presencialmente.

O diretor do Programa Nacional de Saúde Mental, Miguel Xavier explicou numa conferência que a situação que se vive “é causadora de problemas de saúde mental”, mas salientou que isso “não quer dizer que as pessoas vão ter doença mental”. Disse ainda que “toda a evidência mostra que a doença mental que surge em situações de catástrofe afeta entre 1,5% e 2%” da população mas que “a maior parte das pessoas vai ter fenómenos passageiros”.

É natural que durante uma crise como esta nos possamos sentir assustados, ansiosos ou preocupados. O fluxo contínuo de notícias sobre o tema e a especulação de meios não credíveis fazem com que nos sintamos mais ansiosos.

O SNS, juntamente com a Ordem dos Psicólogos, tem publicado conteúdos com algumas sugestões para “ajudar a gerir melhor o seu dia, as suas rotinas e as suas emoções”.

Falar frequentemente com familiares e amigos (por telefone) e partilhar o modo como estão a viver tudo isto pode ajudar. Manter-se informado através de fontes credíveis ou oficiais e realizar as suas rotinas, dentro do possível, como o exercício físico ou outra atividade, poderão também fazer com que se sinta mais pleno.

A ansiedade e o medo são naturais nesta situação e não tem que ter vergonha de os sentir. Não está só. Enfrente o que o inquieta mas saiba que, se já não o conseguir fazer sozinho, tem profissionais que o vão ajudar.

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