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ARS garante não ser necessário decretar o estado de calamidade na Maia

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Administração Regional de Saúde garante que medidas em curso na Maia são as mais adequadas

O presidente da ARS do Norte garantiu esta tarde ao presidente da Câmara da Maia que “as medidas que estão em vigor no concelho e no País são as mais adequadas, não se justificando neste momento qualquer alteração“.

Em comunicado, a autarquia informa que “António Silva Tiago evocou a possibilidade de ser decretado o estado de calamidade no concelho e a instituição de um cordão sanitário, mas o principal responsável da administração de saúde do Norte revelou que a situação da Maia não é diferente da maioria dos concelhos do Norte e do País. Acresce que um cordão sanitário se justifica, do ponto de vista técnico, quando se está perante uma transmissão comunitária, não havendo dados, neste momento, que isso se verifique na Maia, onde estão identificadas as cadeias de transmissão do vírus“.

Esta iniciativa do presidente da Câmara da Maia foi “espoletada pela informação da Direção Geral de Saúde de que a Maia é o concelho do País com o terceiro maior número de casos de COVID-19 diagnosticados“.

António Silva Tiago exigiu explicações ao presidente da ARS do Norte, “solicitando indicações quanto às medidas a tomar” Segundo a informação remetida, “neste momento a Câmara já tomou todas as medidas que legalmente pode tomar, sendo que outras medidas mais drásticas terão que ser decretadas pelas autoridades de saúde e políticas nacionais. A Câmara da Maia está a monitorizar a evolução da situação e em permanente contacto com as autoridades, estando pronta para exigir mais medidas quando e se isso se justificar”.

O comunicado ressalva que “para tranquilizar, tanto quanto possível, os maiatos, que o facto de o concelho ter o terceiro maior número de casos deve ser relativizado, especialmente quando comparado com outros concelhos, devido ao número de habitantes do concelho da Maia. A Maia tem características muito específicas: faz fronteira com sete municípios da AMP, é sede do segundo maior aeroporto do País e é altamente industrializado, o que obriga, apesar das medidas adotadas pelas empresas em relação ao teletrabalho, à deslocação diária de milhares de pessoas”.

Entretanto a DGS já veio confirmar, posteriormente, que a listagem estatística por concelho que divulgou corresponde apenas a 54% dos casos confirmados, o que, no mínimo, destitui de rigor qualquer extrapolação que dela se possa fazer. A autarquia garante que “os números da Maia, porém, correspondem aqueles que têm resultado do acompanhamento efetuado pela Câmara da Maia junto das autoridades locais de saúde pública”.

O documento enviado à redação do NOTÍCIAS MAIA indica ainda que “a Câmara da Maia já tomou um conjunto medidas de contenção da epidemia e de apoio à população, e, até às autoridades locais e regionais de saúde, das quais se destacam a cedência de meios de comunicação à autoridade pública de saúde local, a aquisição e a respetiva entrega de equipamentos de proteção individual, reforço de pessoal para os serviços de atendimento de urgência e acompanhamento COVID, negociação com unidades hoteleiras para receção de profissionais de saúde infetados, a desinfeção de instalações de saúde pública, e a instalação de um Centro de Rastreio Móvel Covid Maia, em parceria com o ACES, o município exige igual empenho por parte das autoridades de saúde”.

Mais ainda, é garantido que “todas as iniciativas e eventos públicos que se realizam no concelho da Maia, desde 20 de fevereiro que são previamente comunicadas às autoridades de saúde pública regional e local e só com a sua aprovação é que se concretizam“.

O presidente da Câmara da Maia solicitou entretanto à Polícia de Segurança Pública e à Guarda Nacional Republicana “uma intervenção ainda mais assertiva no aconselhamento à população para se manter em casa“, tendo igualmente recomendado à Polícia Municipal uma “atenção redobrada a essa situação“.

Neste momento, a única coisa que os maiatos podem e devem fazer é ficar em casa e respeitar as indicações e ordens das autoridades de saúde e autoridades civis decorrentes da situação de estado de emergência.

A Câmara da Maia termina o comunicado, garantindo que “está na primeira linha para defender a saúde e a tranquilidade dos maiatos”.

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